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Atuesta, Micael, Facundo Torres fracassaram. Palmeiras acumulou prejuízo. Basta de investir em jogadores que atuam nos Estados Unidos

O nível fraquíssimo da Major League Soccer acabou iludindo dirigentes e até mesmo Abel Ferreira, que superestimou jogadores. O clube teve prejuízo ao revendê-los

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Leila Pereira não quer mais desperdício de dinheiro. Principalmente com jogadores vindos dos Estados Unidos. Como Facundo Torres. Houve a compreensão que o futebol de lá é muito fraco Cesar Greco/Palmeiras

O patrimônio de Leila Pereira, neste início de 2026, é de R$ 8,8 bilhões.

A maior parte deste dinheiro vem de empresas especializadas em investimentos.


Ou seja, Leila tem como maior qualidade profissional analisar o que dá ou não lucro.

Embora seja bilionária, pessoas próximas garantem seu gênio forte e muito meticulosa, ela se irrita muito com prejuízos.


E ela quis saber com o executivo de futebol, Anderson Barros, o motivo de jogadores dos Estados Unidos não estarem dando certo no Palmeiras.

Pior, dando prejuízo.


As desilusões foram seguidas.

Com Atuesta, Michael e, principalmente, Facundo Torres.


Leila confia e se tem o aval de Abel Ferreira, ela libera o dinheiro para que as contratações indicadas por ele sejam feitas.

Atuesta chegou com status de estrela. Naufragou. Virou reserva do reserva Cesar Greco/Palmeiras

E sempre com o aval de Anderson Barros.

O primeiro caso simbólico foi de Atuesta.

O meio-campista colombiano veio dos Los Angeles FC em dezembro de 2021. Recebeu tratamento de estrela. Com contrato de cinco anos.

O Palmeiras gastou 3,7 milhões de dólares, R$ 19,5 milhões.

Abel declarou a importância da visão de jogo de Atuesta e que poderia ajudar Raphael Veiga, que na época vivia seu auge, a ditar o ritmo de jogo do Palmeiras.

Mas vieram as partidas, ele se mostrou lento, sem criatividade, sem força física para escapar da marcação, falta de técnica, péssimo poder de finalização.

Virou alvo fácil da torcida e da imprensa. Abel fez o máximo para defendê-lo insistindo em período de adaptação, que nunca veio.

Mesmo com o Palmeiras conquistando sete títulos no período que esteve no Palestra Itália, uma Recopa Sul-Americana, dois Brasileiros, três paulistas e uma Supercopa do Brasil, entre 2022 e 2024, Atuesta fracassou.

Entrou em 63 partidas, fez dois gols.

Abel não tinha mais como defendê-lo. Foi emprestado para o mesmo Los Angeles FC, por 1 milhão de dólares, cerca de R$ 5,2 milhões, em 2024.

As convocações para a Seleção Colombiana terminaram, como por encanto, assim que ele chegou ao Palmeiras.

O Los Angeles o devolveu em 2025.

A direção palmeirense conseguiu convencê-lo a rescindir, para não pagar mais um ano de contrato.

Não há a menor dúvida no próprio Palmeiras o grande fracasso que foi a contratação de Atuesta.

Micael foi apresentado com enorme expectativa. Tremenda desilusão Cesar Greco/Palmeiras

O prejuízo, tirando os salários, chegou a 2,7 milhões de dólares, cerca de R$ 14,2 milhões.

O Palmeiras soube da chance de contratar um zagueiro firme, de ótimo poder de recuperação, forte pelo jogo aéreo, sério. E com capacidade de atuar bem nos dois lados da zaga, apesar de canhoto. Vivido, pronto.

E assim chegou Micael.

Ex-Atlético Mineiro, ele seria uma ‘oportunidade de mercado’.

O Palmeiras pagou 5 milhões de dólares, cerca de R$ 26,4 milhões para o Houston Dynamo.

Só que vieram os jogos.

E ele se mostrou inseguro, lento, falho na cobertura, no posicionamento nas bolas aéreas. Tenso.

Não conseguiu jogar bem. E se tornou reserva absoluto. Muitas vezes não era nem primeira opção como reserva.

Abel recomendou sua saída.

E ele foi emprestado ao Inter Miami, com o clube norte-americano bancando apenas os salários.

Há a certeza absoluta que o Palmeiras não recuperará nem 70% do que gastou no jogador, com os empresários ouvidos pelo blog sendo ‘bem otimistas’.

O pior caso foi o já antecipado pelo blog.

Facundo Torres.

O clube anunciou ontem oficialmente o que já se sabia há oito dias.

O atacante colombiano voltou para o futebol de onde veio, a Liga Norte-Americana.

Vale exatamente o texto publicado aqui, neste espaço, no dia 16. Há oito dias, portanto.

“Bastou um ano e o treinador português percebeu o óbvio.

O atacante uruguaio que o clube gastou 12 milhões de dólares, cerca de R$ 64,6 milhões, não era o que ele esperava.

Veloz, sim. Mas não conseguiu ser o jogador driblador, objetivo, capaz de romper linhas adversárias.

O fraco nível do futebol norte-americano muitas vezes ilude empresários e técnicos.

Facundo veio do Orlando City, onde se destacava.

Lógico que ninguém esperava que ele fosse um ‘novo’ Estêvão. Mas seu desempenho ficou muito abaixo do desejado.

Só fez dez gols e deu cinco assistências, em 61 partidas.

De uma maneira simplista, ele não foi o jogador que o Palmeiras precisava em 2025.

E a direção, aconselhada por Abel, resolveu aceita a proposta do Austin, equipe norte-americana, de 9,5 milhões de dólares, R$ 51 milhões.

Prejuízo considerável de R$ 13,6 milhões."

O clube resolveu aceitar mais este prejuízo do que cumprir o precipitado contrato de cinco anos. Ele manteria compromisso com o clube até dezembro de 2029.

São R$ 27,8 milhões.

Fora o que o Palmeiras perderá com Micael.

Depois destes fracassos, há a decisão.

Os investimentos vão parar no mercado norte-americano.

As indicações de empresários foram péssimas.

Levaram o clube há erros e prejuízos.

Jogadores que pareciam ‘oportunidades de mercado’ foram, na verdade, desperdício de dinheiro e que só incharam o elenco.

Tiraram oportunidade de garotos da base.

Abel, Leila e Anderson Barros aprenderam a lição.

Jogador da Liga Norte-Americana tem de ser avaliado com muita desconfiança.

O nível do futebol no país da Copa de 2026 é muito fraco, entre homens.

O ditado popular vale.

O barato tem saído muito caro ao Palmeiras...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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