Cosme Rímoli As lágrimas de Crespo, o homem que fez o São Paulo voltar a ter caráter

As lágrimas de Crespo, o homem que fez o São Paulo voltar a ter caráter

Sua personalidade forte como jogador se refletiu no treinador. Ele misturou estratégia com muito caráter, personalidade. Daí veio a conquista do Paulista de 2021

  • Cosme Rímoli | Do R7

Crespo é o grande arquiteto do fim do sofrimento de nove anos sem títulos

Crespo é o grande arquiteto do fim do sofrimento de nove anos sem títulos

Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo, Brasil

"Ahí está Hernán Crespo, por el aire. Sus jugadores festejan y hacen volar a su entrenador argentino porque San Pablo está de fiesta: le ganó 2-0 la segunda final del torneo Paulista al Palmeiras y gritó campeón después de ocho años ni más ni menos.

"Una sequía importante para un gigante como el Tricolor..."

(Aqui está Hernán Crespo no ar. Seus jogadores festeja e fazem voar o treinador argentino porque o São Paulo está em festa. Ganhou por 2 a 0 a segunda final do torneio Paulista, do Palmeiras. E gritou campeão, depois de oito anos, nem mais, nem menos.

"Uma seca (jejum) importante para um gigante como o Tricolor.")

Este é o início da matéria do site do jornal Olé, da Argentina, sobre a conquista do São Paulo.

Há muito orgulho no país vizinho do sucesso de Crespo, um ídolo argentino, que mal chegou e já se mostra vencedor no país de maior rivalidade em tudo, principalmente no futebol.

Ex-jogador da Seleção Argentina, com a disputa de três Copas do Mundo, com 16 títulos, entre eles, a Copa da Uefa, o tricampeonato italiano, a Libertadores da América. Campeão como técnico da Copa Sul-Americana com o pequeno Defensa y Justicia.

Homem de personalidade forte, corajoso, direto.

Mas que chorou ao ver o São Paulo campeão paulista de 2021.

Os brasileiros se rendem ao argentino Crespo. Fez o São Paulo redescobrir a personalidade, o caráter

Os brasileiros se rendem ao argentino Crespo. Fez o São Paulo redescobrir a personalidade, o caráter

Alex Silva/Estadão Conteúdo - 23/5/2021

Ele sabia que tinha sido fundamental à conquista.

Dando modernidade tática e, simplesmente, caráter a um clube que havia se acostumado a perder.

"Nove anos é muito tempo para um gigante do Brasil, espero e desejo com todo meu coração que seja o primeiro passo, que seja o primeiro título de muitos.

"Aqui hoje se festeja, mas em 48 horas temos um jogo de Copa Libertadores. Mas é fantástico, tudo fantástico", dizia, ironizando o terrível calendário brasileiro.

O técnico sabia que, ao largar o Defensa y Justicia depois de conquistar o título da Copa Sul-Americana, estava se arriscando. Ele não tinha a menor intimidade com o São Paulo. Mas ele aceitou a proposta de treinar um dos maiores clubes do mundo. No Brasil. Se saísse vitorioso seria um passo enorme na sua carreira.

"Representa muito pelo desafio de vir aqui e treinar um gigante como o São Paulo, com todo mundo com fome de títulos. Não era só os atletas ou a comissão técnica, o São Paulo é uma equipe de 20 milhões de pessoas.

"Sabemos que o momento é muito difícil para todo mundo, e o futebol tem a possibilidade de fazer feliz. Neste caso o torcedor do São Paulo. 20 milhões... 20 milhões de pessoas, de torcedores, que agora são felizes e estão festejando o título. O futebol é fantástico.

"Espero, Deus permita, que pandemia passe para ver este Morumbi lotado e festejar com eles", dizia, empolgado.

Muricy chorando de alegria. Fim da pressão dos nove anos sem títulos do São Paulo

Muricy chorando de alegria. Fim da pressão dos nove anos sem títulos do São Paulo

Reprodução/TV Gazeta

Enquanto a comemoração acontecia no gramado, na tribuna, o ex-técnico Muricy e,o grande responsável pela escolha de Crespo como treinador do São Paulo, chorava com a conquista do título.

Chorava de alegria.

Como mais um apaixonado pelo São Paulo...

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