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Cosme Rímoli - Blogs
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Acusado de estupro coletivo, ao lado de Robinho, vai perder seu emprego no Instituto Neymar. Justiça sendo feita

A revelação que um dos acusados de estupro coletivo, ao lado de Robinho, trabalha no Instituto Neymar teve consequências. A demissão está decidida. E outro, Ricardo Falco, deverá ir para a cadeia hoje. Restam três, cujos nomes já foram revelados

Cosme Rímoli|Cosme RímoliOpens in new window

Robinho canta no casamento de Fabio Galan (à dir.) em dezembro de 2013, o mesmo ano do estupro da garota albanesa em Milão (Reprodução/YouTube/@FecoOliveira)

Um dos crimes hediondos mais comentados nesta última década caminha para a sua melhor solução.

A prisão de todos os culpados.

A justiça italiana comprovou que seis homens estupraram uma mulher albanesa, embriagada, sem defesa, que comemorava os 23 anos, em uma boate na Itália, em Milão, na noite de 22 de janeiro de 2013. A boate era a Sio Café.

O mais notório desses estupradores é o ex-jogador do Santos, da Seleção e do Real Madrid, Robinho. Quando o jornal italiano Corriere dello Sport publicou matéria em outubro de 2014, que dava conta que um jogador estava sendo investigado por estupro coletivo, o atacante estava no Santos. Depois atuou na China.

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Só quando a Justiça italiana anunciou que iria julgá-lo, em 2017, Robinho mudou de atitude. Ele estava no Atlético Mineiro. Passou a não viajar mais para o exterior. Contratou advogados para defendê-lo. Mas foi condenado a nove anos de prisão. Recorreu duas vezes. E perdeu.

No Brasil, se sentia seguro. Tinha a certeza que nada aconteceria com ele.

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Certidão de antecedentes criminais de Fabio Galan (Divulgação)

Seus advogados o convenceram que, pelo Brasil não extraditar seus cidadãos, viveria normalmente, apesar de condenado.

Demorou muito, mas depois de sete anos, foi finalmente preso.

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Está, desde 23 de março, trancafiado na Penitenciária 2 de Tremembé.

Lá vai cumprir nove anos de cadeia, pelo crime de estupro coletivo.

E os outros cinco brasileiros apontados pela vítima como estupradores e que, em conversas grampeadas pela polícia italiana, não deixam dúvida que violaram a mulher embriagada de 23 anos?

A vida do primeiro deles, Ricardo Falco, que também foi julgado, condenado pela Justiça italiana a nove anos de cadeia e também buscou refúgio neste país, mudou definitivamente ontem.

A Justiça brasileiro decidiu homologar a condenação de nove anos.

E Falco deverá ser preso ainda hoje para começar a pagar pelo seu crime.

Mas ainda restam quatro estupradores.

Eles escaparam da condenação na Itália porque não foram localizados, fugiram do país antes de serem processados. Havia dúvidas em relação às suas identidades.

Certidão de antecedentes criminais de Fabio Galan (Divulgação)

Não há mais depois que Robinho, no seu depoimento à Polícia Civil, em São Paulo, reafirmou a identidade do quarteto.

Rudney Gomes, Clayton Santos, Alexsandro da Silva e Fabio Galan já serão processados pela vítima do estupro. O crime não prescreveu na Itália. E a Justiça brasileira já está atenta aos quatro, que também terão de pagar pelo que fizeram. Eles deverão ser proibidos de sair do país e obrigados a revelar suas residências fixas. Se quiserem, tentar se defenderem. Mas, condenados, pagarão pelo estupro coletivo, como Robinho.

Um deles está no centro de enorme polêmica.

Fabio Galan.

Ele é professor de educação física e trabalha no Instituto Neymar, desde 2015. Dois anos depois do estupro.

De acordo com a Justiça italiana, “Galan, Falco, Rudney e Clayton, depois de presenciarem o estupro de Robinho e Falco, abusaram da mesma forma da vítima, obrigando-a a praticar relações sexuais orais e vaginais”.

O Instituto Neymar comprovou que Galan é mesmo seu funcionário.

E enviou para o R7 um atestado que garante não haver qualquer acusação criminal contra Galan. E por isso ele foi contratado.

“Preservamos os direitos e privacidade de todos. Como não fomos comunicados de qualquer procedimento, respeitamos o devido processo legal e a presunção de inocência, direito fundamental de todo cidadão. Ficamos à disposição.

E foi além.

Negou “não ter apreço pelas mulheres”, destacando que a presidente da entidade é uma mulher, a mãe de Neymar, Nadine Gonçalves, e que mais de 1,6 mil meninas são beneficiadas pelo projeto. Além disso, a nota destaca as mulheres que compõem o setor de Recursos Humanos do instituto e de assistência social do grupo, e em números absolutos representam 87 das pessoas contratadas — ante 67 homens.”

Só que o blog apurou que a situação está insustentável para Galan.

O professor de educação física deve pedir demissão nas próximas horas.

A relação entre Neymar e o amigo de Robinho, que participou do estupro coletivo, já ganhou manchetes no mundo todo.

A imagem de Neymar está exposta outra vez em um caso de estupro, praticado por um amigo, Robinho.

Já foi assim quando ele emprestou dinheiro para Daniel Alves poder ter a pena reduzida por estupro na Espanha.

A pressão para a saída de Galan, de acordo com jornalistas de Santos, é resumida como insuportável.

E a Justiça brasileira segue firme.

Quer a punição exemplar dos seis homens que estupraram uma albanesa embriagada, indefesa, em Milão.

E que ironizavam o ato, sem a menor consideração pelo ser humano.

Faziam piadas.

Um já está onde deveria, na cadeia: Robinho.

Seu amigo Ricardo Falco também não escapará de ficar atrás das grades.

Agora, restam Rudney Gomes, Clayton Santos, Alexsandro da Silva e Fabio Galan.

Seus destinos estão selados.

Pagarão pelo que fizeram.

Fabio Galan já começa a sofrer as consequências.

Vai perder seu emprego no Instituto Neymar...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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