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Abel pode chorar, espernear. Palmeiras continuará a jogar em Barueri. WTorre busca ainda mais shows

Treinador português diz que não aceitará cobranças, se o Palmeiras não for mais campeão. Não enquanto for obrigado a jogar fora do Allianz Parque. Só que a W Torre, que administra o estádio, não abrirá mão dos shows marcados. E busca outros

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Abel Ferreira está cada vez mais revoltado em jogar fora do Allianz Parque. Mas ele terá de se conformar. WTorre não busca até mais shows 1828987947 (Alexandre Schneider)

25 e 26 de maio. Andrea Bocelli

15 de junho. Jota Quest

9 de agosto. Forfun

10 de agosto. Ney Matogrosso

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24,25,30 e 31 de agosto. Natiruts

29 de setembro. Eric Clapton

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19 e 20 de outubro. Knotfest

6 e 7 de dezembro. Iron Maiden

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21 de dezembro. Ivete Sangalo

Esses são os shows confirmados no Allianz Parque em 2024.

A maioria vai obrigar o Palmeiras a jogar em Barueri.

Abel Ferreira desabafou sua ira com a situação ontem.

“O problema é como que nós lutamos por títulos e não podemos jogar na nossa casa.

“O problema está no Allianz. Como é possível não jogarmos no Allianz Parque?

“Se não jogarmos no Allianz, não nos cobrem para sermos campeões.”

O treinador estava irritadíssimo ontem, após a derrota para o Athletico Paranaense por 2 a 0.

Contra o Internacional, o Palmeiras já havia perdido.

Seis pontos desperdiçados, em seguida.

Abel Ferreira precisa saber que seu protesto só repercute para torcedores e imprensa.

A cúpula da WTorre não se abala.

Muito pelo contrário, busca ainda mais shows para serem feitos na arena.

Não custa relembrar o acordo que foi selado entre a construtora e o clube.

Para reconstruir o estádio do Palmeiras, colocando abaixo o antigo Palestra Itália, e mantendo uma mínima estrutura do antigo Palestra, para não se configurar nova arena, com impostos maiores, houve o acordo de exploração.

A WTorre seguirá como ‘dona’ até 2044.

O Palmeiras não paga nada para jogar no estádio.

E fica com toda a arrecadação.

Só que a empresa ganha na exploração da arena para shows.

Apenas com o passar dos anos, o dinheiro passa a ir para o Palmeiras.

O item shows, estacionamento e lanchonetes é claríssimo no contrato.

Nos 5 primeiros anos da inauguração - 20% ficaram com o Palmeiras

Dos 5 até os 10 anos da inauguração (atualmente) - 25% ficam com o Palmeiras

Dos 10 até os 15 anos da inauguração - 30% ficarão com o Palmeiras

Dos 15 até os 20 anos da inauguração - 35% ficarão com o Palmeiras

Dos 20 até os 25 anos da inauguração - 40% ficarão com o Palmeiras

Dos 25 até os 30 anos da inauguração - 45% ficarão com o Palmeiras

Há também os naming rights, cadeiras e camarotes do estádio.

Nos 5 primeiros anos da inauguração - 5% ficaram com o Palmeiras

Dos 5 até os 10 anos da inauguração (atualmente) - 10% ficam com o Palmeiras

Dos 10 até os 15 anos da inauguração - 15% ficarão com o Palmeiras

Dos 15 até os 20 anos da inauguração - 20% ficarão com o Palmeiras

Dos 20 até os 25 anos da inauguração - 25% ficarão com o Palmeiras

Dos 25 até os 30 anos da inauguração - 30% ficarão com o Palmeiras

O acordo está mais do que judicialmente fechado.

Abel não tem poder nenhum para mudar uma vírgula do que já foi estabelecido.

Os eventos são definidos pela WTorre.

Politicamente, ela tenta encaixar longe das decisões dos torneios.

Mas quando não há como, a prioridade está nos shows.

E ponto final.

O treinador palmeirense sabe muito bem de cada detalhe do acordo entre a construtora e clube.

Reclama esperando um milagre.

Mas não haverá.

A presidente Leila Pereira venceu, em dezembro de 2023, a licitação para administrar a Arena Barueri.

Por 35 anos.

Se comprometeu a investir R$ 500 milhões, neste período, nas melhorias e manutenção do estádio.

O plano sempre foi transformá-lo na ‘segunda casa’ do Palmeiras.

Mas Abel detesta atuar no estádio.

Por conta do gramado.

Acredita que perde a vantagem de seus atletas atuarem no piso sintético, que estão acostumados.

E também pela ausência de público.

Apesar de mais acanhado, a arena em Barueri não fica lotada.

Por conta do deslocamento da torcida.

Os congestionamentos são horríveis nos dias de jogos.

Mas a situação é essa.

E imutável.

A direção da WTorre não se manifesta oficialmente.

Mas seguirá na mesma linha de ação.

Cumprindo o contrato.

E buscando cada vez mais shows no Allianz Parque.

Para inútil revolta de Abel Ferreira...




Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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