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Abel exige substituto de Endrick. Quer um artilheiro. Leila precisa esquecer trauma com Borja e Barrios. R$ 110 milhões desperdiçados

O treinador português avisa que não sabe como estará a cabeça de Endrick, faltando cinco meses para ir para o Real Madrid. Quer um artilheiro de qualidade. Precisa convencer Leila Pereira a esquecer Borja e Barrios

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Borja. O trauma de Leila, com artilheiros caros e improdutivos, se consolidou com o colombiano
Borja. O trauma de Leila, com artilheiros caros e improdutivos, se consolidou com o colombiano Borja. O trauma de Leila, com artilheiros caros e improdutivos, se consolidou com o colombiano Reprodução/Instagram

São Paulo, Brasil

Os torcedores que atormentam Leila Pereira, desde que ela assumiu a presidência do Palmeiras, em janeiro de 2022, têm o melhor reforço possível.

No coro da busca de um artilheiro importante, talentoso, que tenha uma carreira invejável, há alguém que Leila escuta.

Abel Ferreira.

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E há o 'motivo perfeito'.

Endrick.

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Mesmo antes de sua saída definitiva, em julho, o treinador português quer um definidor, um atleta que tanto o elenco precisa. Com capacidade de marcar gols.

Abel expôs o dilema que pode, com toda a certeza, atingir o lado mental de Endrick, depois do pré-Olímpico da Venezuela.

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"O Endrick, para ser muito sincero, não sei com cabeça que ele vem. Se vem com cabeça no Palmeiras ou no Real Madrid.

"O clube precisa ir atrás de uma posição para ele, isso eu sei. Tem um faro de gol incrível, mas que vai chegar aqui e daqui a pouco estará no Real Madrid."

O que Abel Ferreira quis dizer com 'cabeça no Palmeiras ou no Real Madrid'?

Simples.

Se um jogador que foi contratado por uma transação que envolve R$ 400 milhões terá estrutura psicológica para seguir jogando de maneira 'normal' nestes cinco meses que faltam para ele 'ir embora'.

Ou seja, se expondo em divididas ríspidas, como sempre fez? Correndo o risco de se contundir seriamente?

O pentacampeão Luizão é um triste exemplo.

Em 2001, ele jogava no Corinthians. Estava vendido para o Borussia Dortmund por 15 milhões de dólares, o equivalente a R$ 147 milhões. Uma fortuna, principalmente na época.

O clube paulista ficaria com R$ 98 milhões. Luizão, com R$ 49 milhões.

Já vendido, ele atendeu ao pedido de Vanderlei Luxemburgo.

E foi jogar contra a Portuguesa, no Pacaembu.

Corajoso, que sempre foi, entrou em uma dividida duríssima com o jogador Irênio. Acabou sofrendo rompimento dos ligamentos cruzados e no menisco lateral.

A transação foi desfeita.

A direção do Corinthians e o jogador sofreram as consequências. Luizão ficou nove meses sem atuar e quase ficou fora da Copa do Mundo do Japão.

Abel Ferreira deixou claro que já pediu um substituto para Endrick.

"É uma questão que estamos discutindo internamente. Precisamos de uma solução quando ele for embora ou até antes."

O grande problema é a resistência de Leila Pereira.

Tive contato com pessoas muito próximas à dirigente.

E ela não se esquece de dois nomes.

Que envolveram dinheiro da Crefisa.

Chegaram ao Palmeiras como 'artilheiros'.

Custaram caro e foram absolutas decepções.

Se arrependimento... Leila teve a primeira desilusão no futebol com Barrios
Se arrependimento... Leila teve a primeira desilusão no futebol com Barrios Se arrependimento... Leila teve a primeira desilusão no futebol com Barrios Palmeiras

Lucas Barrios, com nacionalidades argentina e paraguaia, foi comprado em 2015 por R$ 40 milhões.

Chegou com enorme expectativa, por conta de sua rodagem na Europa.

Teve destaque no Borussia Dortmund.

Em dois anos, marcou apenas 13 gols.

Foi para o Grêmio depois de enorme rejeição da torcida, imprensa e mesmo da direção palmeirense.

O segundo motivo de trauma tem outro nome.

Borja.

O executivo Alexandre Mattos o trouxe da Colômbia como grande trunfo.

Ele havia sido o grande personagem da semifinal da Libertadores de 2016, quando seu time, Atlético Nacional, eliminou o São Paulo. O jogador marcou quatro gols contra o rival palmeirense.

O Palmeiras gastou cerca de R$ 70 milhões com Borja, desde a sua compra, até os quatro anos de contrato. O resultado foi pífio, diante das expectativas.

Foram apenas 36 gols, média de nove gols por temporada.

Esse é o motivo que faz Leila relutar tanto em investir muito dinheiro em 'artilheiros'.

Mas desta vez, Abel Ferreira está resoluto.

Tem o grande argumento de perder Endrick.

E o sonho do Palmeiras é, lógico, vencer a Libertadores deste ano.

Mas ter uma equipe fortíssima, preparada, para o Mundial de 2025, motivo que fez o português antecipar a renovação de seu contrato.

Para isso, é fundamental ter um homem-gol completamente entrosado com o clube.

A saída de Endrick é a desculpa perfeita.

Para Leila romper o trauma.

Esquecer Barrios e Borja.

Também dos R$ 110 milhões desperdiçados.

E comprar um atacante que realmente o Palmeiras, de Abel, merece...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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