Cosme Rímoli A maior injustiça de Tite tem nome: Pedro. Já não o deixou jogar contra Gana. Terá minutos contra a Tunísia. Inaceitável

A maior injustiça de Tite tem nome: Pedro. Já não o deixou jogar contra Gana. Terá minutos contra a Tunísia. Inaceitável

Só se deixou enganar quem quis. O quinteto ofensivo contra Gana já foi desfeito. Mas o pior acontece com Pedro. O melhor artilheiro não jogou na sexta e será mero reserva amanhã. Isso não é teste de verdade

  • Cosme Rímoli | Do R7

Pedro. Já ficou de fora contra Gana. Também será reserva contra a Tunísia. Este é o teste antes da Copa?

Pedro. Já ficou de fora contra Gana. Também será reserva contra a Tunísia. Este é o teste antes da Copa?

Lucas Figueiredo/CBF

São Paulo, Brasil

Só foi enganado quem quis.

O quinteto ofensivo de Tite durou uma partida só, contra a fraquíssima e respeitosa Gana.

Paquetá, Neymar, Raphinha, Richarlison e Vinícius Júnior já não atuarão juntos amanhã contra a também péssima Tunísia, em Paris.

No último amistoso da seleção brasileira antes da Copa do Mundo, Vinícius Júnior já estará bem acomodado no banco de reservas. No seu lugar, a presença óbvia, burocrática de Fred, ao lado de Casemiro.

A troca diminui o potencial ofensivo porque a saída de bola se torna mais lenta. E Fred não é tão bom marcador, não preenche os espaços, não é tão intenso, quanto Tite apregoa. Pelo contrário, até. Sacrifica Casemiro e traz mais responsabilidade de Paquetá, quase como um volante, se distanciando dos atacantes.

Na lateral, o treinador da seleção segue guardando o lugar para Daniel Alves. Depois de o improviso com Eder Militão não ter dado certo, como era previsível, entra Danilo. O jogador sabe que não conta com o total apoio do técnico. É visto como reserva do jogador de 39 anos, que vive a pior fase da carreira no México.

Weverton no lugar de Alisson é "para inglês ver", já que o goleiro gaúcho do Liverpool, mesmo não jogando tão bem quanto o do Palmeiras, é titular absoluto de Tite.

Tudo isso era previsível, afinal, Tite vem demonstrando que jogará a Copa, em um básico 4-2-2-2, há anos. 4-4-2, para os mais velhos.

Mas a injustiça maior, para variar, será com Pedro.

O melhor definidor, artilheiro brasileiro, já não teve um minuto sequer contra os péssimos, e respeitosos, ganeses.

Já não terá o primeiro tempo contra a Tunísia.

E provavelmente entrará no lugar de Richarlison, na segunda etapa amanhã. Ou seja, deverá entrar em uma equipe modificada, sem aquele que seria seu melhor parceiro, aberto pela direita.

Tite é conservador, teimoso, não se dobra diante de novos fatos.

Principalmente quando surgem no futebol brasileiro.

Se Pedro estivesse jogando tão bem na Premier League, na La Liga, tudo seria diferente.

Gabigol, queimado. Tendo de jogar fixo, entre zagueiros adversários, como detesta e não rende

Gabigol, queimado. Tendo de jogar fixo, entre zagueiros adversários, como detesta e não rende

Lucas Figueiredo/CBF

Foi assim que Danilo e Raphael Veiga, no auge, foram esquecidos. Assim como Dudu, desprezado, em 2018. 

Seria um grande problema se Pedro entrasse no time, marcasse dois gols contra Gana, e dois contra a Tunísia. 

O que Tite alegaria para não mexer no esquema tático que definiu há anos?

Como colocar como titular um homem de definição e não um atacante rápido que tenha vocação para atuar pelos lados? Como Richarlison?

Gabigol foi queimado por Tite na seleção por ter de jogar fixo na área, situação que detesta, jamais exerceu no Flamengo, no Benfica, na Inter de Milão, no Santos. 

Assim também Bruno Henrique perdeu toda a chance de se fixar na seleção, quando vivia seu melhor momento na carreira. O atacante que mostrava toda a sua letalidade pela esquerda foi improvisado, de maneira inexplicável para os ingênuos, na direita.

Tite fez a vontade popular, da imprensa. Mas não queria Bruno Henrique pela dificuldade do jogador em marcar alas adversários. Ótimo treinador que é, Tite tinha de saber que o atacante do Flamengo seria uma nulidade na direita. Como foi.

Bruno Henrique, queimado. Jogando na seleção na direita, onde não rende. É especialista pela esquerda

Bruno Henrique, queimado. Jogando na seleção na direita, onde não rende. É especialista pela esquerda

Reprodução/Twitter

Pedro é um jogador muito disciplinado.

E detesta confusões.

Foi assim que perdeu a Olimpíada de Tóquio. Tinha tudo para se impor, se tornar nome importante na seleção, voltar com a medalha de ouro, no ano passado, já que o Brasil estava com o melhor time disparado. 

Só que a direção do Flamengo não o liberou. 

E ele aceitou passivamente.

Assim também como está agradecendo pela convocação tardia de Tite, no seu melhor momento.

Se o treinador da seleção não o convocasse, estaria sendo massacrado pela imprensa.

Mas convocá-lo e reservar poucos minutos, ao lado de outros reservas, não causa tanto impacto.

A injustiça com Pedro é apenas mais uma do treinador.

Ele já tem o seu time que disputará a Copa há anos.

Inclusive as variações táticas, com reservas.

Quem acompanha a seleção brasileira sabe.

Principalmente os adversários.

Pedro só entrará em caso de extrema necessidade.

Quando o time estiver perdendo ou precisando marcar, de qualquer maneira.

Tite apenas o enxerga como um cabeceador.

Não o atacante de ótima movimentação que impressiona no Flamengo.

Uma pena.

Outra injustiça de Tite é cometida em praça pública.

Justo no último amistoso da seleção antes da Copa do Mundo.

E Pedro, sem nada poder fazer, se cala...

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