Cosme Rímoli A mágoa continua. Fifa mostra ao mundo o pior negócio da história do São Paulo. O fracassado projeto Daniel Alves

A mágoa continua. Fifa mostra ao mundo o pior negócio da história do São Paulo. O fracassado projeto Daniel Alves

O jogador de 38 anos fala em documentário sobre a frustrante passagem pelo 'clube do seu coração'. Saiu por não receber seu salário de R$ 1,5 milhão. Em campo, foi um fiasco

  • Cosme Rímoli | Do R7

Daniel Alves e São Paulo. Arrependimento mútuo exposto agora pela Fifa

Daniel Alves e São Paulo. Arrependimento mútuo exposto agora pela Fifa

São Paulo

São Paulo, Brasil

"Fui vivendo várias fases no São Paulo, que foram me desacreditando que valeria a pena estar no clube. Tomei a decisão de ir para o São Paulo para realizar um sonho e pensando que poderíamos construir alguma coisa juntos."

"Aí você fala: 'Vale a pena estar pagando esse preço? Vale a pena esse tipo de situação?'. Por mais que eu seja são-paulino, que eu queira que o São Paulo trace um caminho diferente, não tenho poder para fazer isso."

"Comecei a pensar muito se nós estávamos fazendo bem, porque quando você começa a viver lindos momentos, em lugares diferentes, você começa a comparar uma coisa boa e uma coisa ruim. Aí você fala: 'Cara, a abelha não tem tempo de ensinar à mosca que mel é melhor que mer..."

Esses são trechos de declarações de Daniel Alves a um documentário feito pela Fifa+, streaming da entidade que controla o futebol no mundo.

O jogador de 38 anos mostra toda a frustração que foi sua passagem pelo Morumbi. Está claro nas suas palavras que ele considera um erro ter ido jogar no São Paulo.

Ele usa metáforas, simbologias, raciocínios de duplo sentido. Mas as críticas à diretoria estão mais do que claras.

Os motivos são simples. 

Daniel Alves. Lateral que exigiu ser meia, camisa 10. Situação absurda que acabou em fracasso

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Conmebol

Em 2019, Leco, que na época era presidente do São Paulo, e Raí, que então era executivo do clube, procuraram o jogador. Ofereceram-lhe um contrato de três anos e meio. O salário era de R$ 1,5 milhão por mês. Ele seria o capitão do time, camisa 10, e jogaria no meio de campo, como desejava, para se poupar. E ser o lateral-direito de Tite na Copa do Mundo do Catar, em 2022.

Além de oferecer as regalias, Leco e Raí afirmaram que um grande time seria montado para acompanhar Daniel Alves. Garantiram que não haveria problemas de atraso no pagamento, já que o departamento de marketing encontraria empresas dispostas a bancar o dinheiro, tendo em troca o jogador como garoto-propaganda.

Nada deu certo. Daniel Alves foi um fracasso no meio de campo. Não vieram os grandes reforços que fariam o clube brigar para ganhar sua quarta Libertadores, seu quarto Mundial. Muito pelo contrário. O único título foi o Paulista de 2021.

Batucada, com o braço lesionado

Batucada, com o braço lesionado

Reprodução/Instagram

Mas, àquela altura, o São Paulo já devia ao jogador mais de R$ 18 milhões em salários. Na Olimpíada de Tóquio, Daniel Alves deixou vazar seu descontentamento, sua frustração com a direção do clube que disse amar. Provocou uma crise pública. E veio o rompimento.

Com o São Paulo se comprometendo a pagar 60 parcelas de R$ 400 mil, pela dívida total com o jogador.

As dívidas no Morumbi ultrapassam R$ 600 milhões.

Foi um desperdício ter um jogador tão caro.

Sete meses depois, as cicatrizes ainda estão abertas.

Daniel Alves deixa claro seu arrependimento de ter vindo atuar em São Paulo.

E os dirigentes do clube, internamente, admitem o erro de ter apostado no jogador.

A alegação é que Daniel Alves nunca foi protagonista nos clubes por que passou.

Time fracassando e cabeça enfiada em um tambor para ironizar a imprensa. Esse era o 'líder'

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Reprodução/Instagram

E não demonstrou o comprometimento, a liderança e a técnica que eram esperados.

O documentário da Fifa só serviu para reavivar a intolerância.

Daniel Alves foi o maior e o mais caro erro da história do São Paulo.

O São Paulo se mostrou o pior erro da carreira de Daniel Alves...

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