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Cosme Rímoli - Blogs
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A fúria de Felipe Melo. Boletim de Ocorrência por agressão. Risco de 12 jogos de punição. ‘Grande covarde’, resume o Atlético Goianiense

Capitão do Fluminense, de 40 anos, não se conteve ao ver o assessor de imprensa comemorando gol da vitória do time goiano, sábado, no Maracanã. Empurrou-o violentamente, por trás. “Ele é um ser desprezível. Apesar de ter muitos títulos, ele é um nada’, disse o assessor

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Felipe Melo corre o risco de pegar até 12 jogos de suspensão

O departamento jurídico do Fluminense já avisou Fernando Diniz.

Ele que prepare seu time sem Felipe Melo por vários jogos.

O violento empurrão que deu no assessor de imprensa do Atlético Goianiense, Álvaro de Castro, após o gol da virada do clube do Planalto Central, em pleno Maracanã, não passará em branco.

Muito pelo contrário.

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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva já prepara o julgamento por agressão.

O empurrão, dado no sábado, se transformará em uma pena que ficará entre quatro e 12 jogos.

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O passado de suspensões do jogador, que fará 41 anos daqui a nove dias, é muito comprometedor.

A pressão é para uma punição exemplar.

Álvaro de Castro comemorou o segundo gol do Atlético Goianiense na linha lateral, perto do meio de campo.

Ele já estava próximo ao gramado porque a partida estava no seu final.

E tinha a obrigação de acompanhar um jogador para entrevista ao grupo Globo.

Situação contratual.

O empurrão de Felipe Melo, pelas costas do assessor, que rolou no gramado, quase desencadeou uma briga generalizada.

Ele foi expulso.

O árbitro Gustavo Ervino Bauerman não economizou nas palavras, na súmula do jogo.

“For culpado de conduta violenta - Informo que expulsei de forma direta o atleta Felipe Melo, da equipe do Fluminense, nº 30, após o término da partida e fora do campo de jogo, por atingir com um empurrão de forma violenta nas costas do assessor de imprensa da equipe do Atlético Goianiense SAF, o Sr. Álvaro de Castro Moura Neto, que após o ato veio a cair ao solo e, assim, gerando um tumulto generalizado. Informo que o atleta expulso teve que ser contido pelos seus companheiros.”

Sim, Felipe Melo queria bater mais em Álvaro.

O Atlético Goianiense divulgou uma nota direta, no domingo.

“Este é o único vídeo feito após o gol. Não houve sequer uma “invasão” de campo. O retorno após a gravação é feito próximo à linha. Não houve olhar, não houve filmagem, não houve absolutamente nada direcionado ao banco do Fluminense.

“Na ponta da área técnica, quase na área de entrevistas, houve uma agressão covarde.

“Apenas isso aconteceu.

“A agressão de um grande covarde.”

Sim, o Atlético Goianiense escolheu o adjetivo covarde contra Felipe Melo.

Ainda mais firme foi a postura do assessor de imprensa agredido.

Ele prestou queixa contra o veterano jogador que completará 41 anos daqui a nove dias.

Por lesão corporal.

“O que me entristece nisso tudo não é nem a postura do Felipe Melo, sinceramente. O Atlético-GO ganhou o jogo, ele (Felipe) historicamente não sabe perder e não sabe ganhar. Eu sou jornalista, tenho 10 anos de Atlético-GO, sempre tive um ótimo relacionamento com os jogadores. Ele é um ser humano desprezível e vai continuar sendo. Eu gritei para ele: ‘você está empurrando um assessor de imprensa, por que você não empurrou alguém da sua alçada? Eu sou tão pequeno para você’. Ele vai continuar sendo um nada, mesmo que ele tenha muito”, disse Álvaro.

E o jornalista ainda relata que foi atacado por funcionários do Fluminense, nos corredores do Maracanã, após o jogo.

“Oito funcionários do Fluminense me rodearam. Fui agredido em outras partes do estádio. Quando estava me preparando para ir à delegacia. Alguns funcionários me cercaram. Frases como “Aqui é o Maracanã”, foram proferidas”, acusou.

Felipe Melo não deu entrevista.

Nas redes sociais, ele apenas reproduziu o vídeo de um chefe de torcida organizada do Fluminense.

Nele, esse torcedor diz que ‘cancelamento de Felipe Melo é coisa de otário, de modinha’.

Fernando Diniz tentou proteger o jogador.

“Ele tenta defender o Fluminense”, disse o ex-técnico da Seleção Brasileira.

O contrato de Felipe Melo vai até dezembro de 2024.

Há sérias dúvidas dos dirigentes se ele será renovado ou não...


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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