A deprimente saída de Raphael Veiga, para o México, foi uma triste lição para o Palmeiras
Meia despertou o interesse de clubes da Premier League quando estava no auge, em 2021 e 2022. O jogador queria sair. Mas o Palmeiras o segurou. Até que, como ‘prêmio’, acabou indo, aos 30 anos, sem despedida digna, emprestado para o México

Foi constrangedor.
Raphael Veiga foi ao CT do Palmeiras para se despedir dos jogadores, no sábado.
E encontrou cerca de 30 torcedores que esperavam os atletas, em busca de fotos e autógrafos.
O meia ouviu os palmeirenses gritarem por seu nome e ele foi dar o seu adeus.
O ídolo, maior artilheiro do clube neste século, com 109 gols, e dez títulos, estava de malas prontas para o pouco representativo futebol mexicano.
Por empréstimo até o final deste ano.
Aí, o América vai definir se o comprará ou não.
A decisão ficará para André Jardine, ex-treinador do São Paulo, que viu a contratação de Veiga como uma ‘oportunidade de mercado’.
Sim, oportunidade.
O empresário do jogador, André Cury, o oferece no mercado desde 2025.
No ano passado, o ídolo palmeirense já não conseguia reproduzir o ótimo futebol de anos atrás.
Foi se tornando um reserva de luxo.
Pior.
Virou ‘memória afetiva’ no coração dos palmeirenses, que ainda esperavam que jogasse como três, quatro anos atrás.
Mas era nítido que ele havia perdido o entusiasmo pelo futebol. O meia se esforçava, mas havia perdido o ‘brilho nos olhos’. Ele sabia muito bem que, aos 30 anos, não teria a chance de mostrar se poderia ou não se firmar no melhor futebol do mundo, o europeu.

E o mais constrangedor é que Abel Ferreira precisa, desde 2025, de um meia articulador de jogadas de ataque, ótimo definidor, atleta de personalidade, que preocupasse os defensores adversários, só de ouvirem seu nome.
Raphael Veiga já foi isso um dia, infelizmente, não é mais.
Ele despertou o interesse sério do West Ham e do Nottingham Forest. Mas ele foi travado pelos dirigentes palmeirenses em 2022.
A pedido de Abel Ferreira, que não abria mão do jogador. E o convenceu a ficar, seguir no Palmeiras.
O sonho de Europa estava sendo destruído.
Raphael Veiga nunca foi do confronto.
Mas sabia que estava preso ao Palmeiras.
Sua multa rescisória era de 60 milhões de euros, cerca de inviáveis R$ 363 milhões.
Foi ficando, mas jogando cada vez pior.
O técnico palmeirense, que pediu que ele ficasse, deu todas as chances possíveis e impossíveis. Mas o futebol de Raphael Veiga seguiu cada vez mais frustrante, improdutivo.
É verdade também que, aliado à sua desilusão por ficar no Brasil, ele perdeu seu grande companheiro de meio-campo. Gustavo Scarpa. Ele foi para a Europa, fracassou no futebol inglês e grego.
Mas pelo menos foi, tentou.
O Palmeiras jamais venderá Veiga como sonhou: por pelo menos 35 milhões de euros, R$ 217 milhões.
No início de 2024, o Al-Ittihaq queria o jogador. A proposta chegava a 15 milhões de euros, cerca de R$ 93 milhões. Não houve acordo. O meia não se animou e a transação morreu.
A negociação com o América do México tem valores muito baixos ao que Veiga já valeu.
O empréstimo saiu por 1,5 milhão de dólares, cerca de R$ 8 milhões. E se o clube mexicano decidir comprá-lo terá de pagar 6 milhões de dólares, cerca de R$ 32 milhões.
Raphael Veiga é ‘vendido’ no México como um jogador de Seleção Brasileira, situação que não é verdadeira.
A direção do Palmeiras sabe que errou segurando o meia.
Mas que sirva de lição.
Contrariar o atleta anos seguidos é um enorme risco.
O Palmeiras e Veiga perderam muito com essa opção.
Ele está na história, com seus títulos.
- Campeonato Paulista: 2020, 2022, 2023 e 2024
- Copa do Brasil: 2020
- Copa Libertadores da América: 2020 e 2021
- Campeonato Brasileiro: 2022 e 2023
- Supercopa do Brasil: 2023
- Recopa Sul-Americana: 2022
Agora ele precisa provar se seu futebol merece seguir no América do México.
Triste fim para o ídolo Raphael Veiga.
Ele não merecia…














