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Cosme Rimoli Copa 2018
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Osório. A maior preocupação do Brasil contra o México

O  colombiano é imprevisível. Foi treinador do São Paulo, conhece a alma brasileira. Tite sabe que dificultará taticamente o jogo para a Seleção

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

A maior preocupação do Brasil contra o México estará no banco de reservas
A maior preocupação do Brasil contra o México estará no banco de reservas A maior preocupação do Brasil contra o México estará no banco de reservas

Sochi, Rússia

Quando Casemiro deixou escapar ontem, na sua coletiva, que estava preocupado com Juan Carlos Osório, não era brincadeira. Tite deixou claro aos jogadores do Brasil. O treinador colombiano poderá deixar muito difícil a partida contra o México. Compensando o menor potencial do seu time com estratégia.

Tite sabe que Osório será franco atirador, em Samara, na segunda-feira. O favoritismo é todo brasileiro. E o ex-treinador do São Paulo não teme ousadias. Pós graduado em futebol em Liverpool, passou cinco anos como assistente no Manchester City, antes de voltar para a América do Sul.

Em três anos, montou a base do Atlético Nacional, campeão da Libertadores. Houve comoção na Colômbia quando decidiu trocar o clube pelo São Paulo, em 2015. Revolucionou treinamentos, deu dupla, tripla funções para os jogadores. Implantou revezamento constante de atletas, mudando o time de acordo com o adversário.

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Só que encontrou pela frente o ex-presidente Carlos Miguel Aidar. A interferência do dirigente, assustado com os métodos do colombiano, o fez ir embora do Morumbi, logo após 28 partidas. Ele chegou a dizer ao ex-dirigente Ataíde Guerreiro que seguiria no São Paulo, não aceitaria o convite do México. 

A gota d'água foi uma mensagem por celular que vazou para toda a imprensa, após sua saída. Aidar se dirigiu a Osório com a profundidade de um torcedor.

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"Pare de inventar", escreveu.

Mas em 28 partidas, Osório mostrou o São Paulo de maneiras diferentes. Atundo no 4-2-3-1, 4-1-4-1, 3-4-3, 4-4-2, 3-5-2. E algumas vezes trocando o esquema durante o jogo. O que desorientava, por vezes, atletas que rejeitavam a inovação.

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No México, ele tem fãs e opositores. Mas é adorado pelos jogadores. Ao ponto de a Federação Mexicana o manter no cargo depois de um dos maiores vexames da história do seu futebol. Goleada por 7 a 0 para o Chile, na Copa América. Os atletas imploraram pela sua permanência e assumiram o vexame.

Classificou a equipe de maneira tranquila para o Mundial. 

Fez do México uma equipe versátil, de marcação forte na intermediária. E contragolpes velozes, objetivos. Com jogadores sem posição fixa do meio para a frente. Mas com enorme poder de recomposição. Venceu a Alemanha com seus atletas atuando, sem vergonha alguma, no 4-5-1. 

Osório gosta de trocar ideias, definir o esquema tático com os jogadores. Foi o que aconteceu na partida contra a Suécia. Foi convencido que poderia abrir o time, buscar a vitória. E decidiu colocar o México no 4-4-2. Mas bastou dar espaço aos suecos e pagou pela ousadia. 

Na derrota por 3 a 0 ficou evidenciado o quanto emotivos são os mexicanos. Eles têm a tendência a se abrirem, buscarem o gol de qualquer maneira, quando estão perdendo uma partida importante. Foi dessa maneira que sofreram a pesada derrota. Querendo desesperadamente descontar o primeiro gol que tomaram. Por isso, os jogadores outra vez assumiram o fracasso.

A tendência é que Osório, na segunda-feira, repita a maneira com que o México enfrentou a Alemanha. Com apenas o veloz e habilidoso Chicharito no ataque. E jogue fechado, esperando o Brasil aberto, querendo de qualquer maneira o resultado. Se enervando com a forte marcação mexicana. Como aconteceu com os germânicos.

Tite quer a equipe focada nos contragolpes mexicanos. Tensão
Tite quer a equipe focada nos contragolpes mexicanos. Tensão Tite quer a equipe focada nos contragolpes mexicanos. Tensão

E não foi por acaso que o capitão Guardado provocou Neymar publicamente. Pedindo que os árbitros do VAR acompanhem as simulações do brasileiro. 

Osório pretende uma guerra de nervos, desestabilizar os brasileiros. Seria um atalho para acabar com a desigualdade técnica.

Além disso, ele tem várias jogadas ensaiadas em cobranças de faltas e escanteios. O sistema defensivo brasileiro precisa estar muito atento. Em retomadas de bola, as subidas em bloco dos meio-campistas e atacantes também preocupam.

No único confronto que Tite e Osório tiveram houve empate. Corinthians e São Paulo ficaram no 1 a 1 no Brasileiro de 2015. O domínio daquele clássico foi são paulino. 

Casemiro não estava mesmo brincando.

Tite e seus jogadores estão preocupados com o colombiano.

No que estão muito corretos.

A responsabilidade do jogo é do favorito Brasil.

O México é eliminado nas oitavas há seis Copas seguidas.

Ou seja, Osório não poderia ser mais franco atirador...

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