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Cosme Rimoli Copa 2018
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Greve de silêncio de Neymar irrita imprensa estrangeira. Desrespeito

Não adiantaram as vitórias contra Costa Rica e Sérvia. Neymar segue sem falar com os jornalistas. Daniel Alves o visitou. E disse fazer o que quiser

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Jornalistas estrangeiros indignados com a greve de silêncio de Neymar
Jornalistas estrangeiros indignados com a greve de silêncio de Neymar Jornalistas estrangeiros indignados com a greve de silêncio de Neymar

Moscou, Rússia

Eram 23h30 quando os jogadores do Brasil foram para os vestiários do Spartak Stadium. A esta altura, mais de 300 jornalistas do mundo todo se acotevelam nos cerca de cinquenta metros de corredores da zona mista. Um cercadinho de ferro, por onde os atletas passam e dão entrevistas, se quiserem.

O primeiro espaço e o mais apertado, mistura rádio e imprensa escrita, internet e jornal. A segunda é reservada para as televisões. Com mais civilidade. Cada emissora do mundo todo, que conseguiu negociar o direito de transmissão com a Fifa, tem seu lugar reservado.

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Por duas horas e dez minutos, os jornalistas esperam, cada vez mais irritados, angustiados com o horário de seus veículos, pelos atletas de Tite. O assessor de imprensa da Fifa foi procurado oficialmente por jornalistas italianos, franceses possessos. Queriam explicação para tamanho desrespeito. Os atletas sérvios saíram em 25 minutos.

Neymar. Acenos irônicos para os jornalistas e silêncio. Sua imagem só piora nesta Copa
Neymar. Acenos irônicos para os jornalistas e silêncio. Sua imagem só piora nesta Copa Neymar. Acenos irônicos para os jornalistas e silêncio. Sua imagem só piora nesta Copa

A CBF decidiu fazer o que nenhuma entidade faz aqui na Rússia. Após os jogos, os atletas tomam banho. Jantam. Quem precisa iniciar um tratamento imediato faz, sem pressa. Depois ainda ouvem uma pequena palestra de Tite sobre o jogo e a perspectiva na Copa. Minimiza erros, o técnico procura deixar todos tranquilos.

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A CBF decidiu fazer o que nenhuma entidade faz aqui na Rússia. Após os jogos, os atletas tomam banho. Jantam. Quem precisa iniciar um tratamento imediato faz, sem pressa. Depois ainda ouvem uma pequena palestra de Tite sobre o jogo e a perspectiva na Copa. Minimiza erros, o técnico procura deixar todos tranquilos.

E não é preciso ser privilegiado em neurônios para prever com quem os jornalistas de todo planeta queriam falar.

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Sim, Neymar.

Mas nem mesmo o ótimo futebol do time conrtra a Sérvia, seu comportamento exemplar, sem discutir com os adersários, reclamar com os árbitros e até xingar os companheiros, como fez diante da Costa Rica, quando desancou Thiago Silva. Nada disso o fez soltar uma palavra.

Neymar andava com uma mão na calça do agasalho. E a outra servia para dar tchau, acenar a quem pedia entrevista. Ele encarava o jornalista, sorria, acenava ironicamente e ia embora. Foi democrático.

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Os repórteres de todos os veículos passaram pela humilhação. Sem exceção. Até mesmo a Globo, emissora carioca, que teve o atacante sob contrato em 2014. E que tenta amarrar um acordo tendo o pai do jogador como intermediário. Como o jogador de 26 anos fosse uma criança e não soubesse o que quer da vida.

A greve de silêncio de Neymar tem origem provinciana. Nos ataques de Galvão Bueno e Casagrande nas transmissões de Brasil e Suíça e Brasil e Costa Rica. Na partida de ontem, por coincidência, o narrador e o comentarista estavam muito menos ácidos com ele. E preferiam exaltar Philippe Coutinho, como o grande personagem do Brasil nesta Copa do Mundo.

Tudo que conseguiram foi deixar o jogador do PSG ainda mais irritado, quando soube. E decidiu repetira a mesma estratégia da Olimpíada. Vai se calando para os jornalistas e postando nas suas redes sociais elogios ao time.

Os repórteres europeus ficaram furiosos com a postura de Neymar. Consideram desrespeitoso, imaturo, arrogante. A frustração de não ter sequer uma palavra do maior talento brasileiro se transformou em palavras duras nas rádios, televisões. E a promessa de mais criticas nos jornais e postais.

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A assessoria da CBF ja deixou claro que todos na zona mista falam se quiser. E que não podem forçar Neymar a dar entrevista. A família do jogador segue também calada. Como sua namorada Bruna Marquezine. Até seus dois cabeleiros, um especialista em corte e o outro em pintura, se negam a entrevistas.

Por ordem de Neymar.

Perguntado se conversou com o seu camisa 10 para evitar discussões com o juiz, reclamações e palavrões com os companheiros, Tite deixou claro. "Isso é assunto interno."

Como já foi publicado neste blog, Tite, Marcelo e Thiago Silva cortaram as asas de Neymar. E o toque final aconteceu ontem pela manhã. Daniel Alves foi almoçar com os jogadores, em Moscou. E tratou de ter uma longa conversa com seu grande amigo. O lateral é a única pessoa no futebol que Neymar respeita.

Daniel o aconselhou a evitar polêmicas durante o jogo, já que está muito visado. E a decisão de seguir com a greve de silêncio com a imprensa coube apenas a Neymar.

Por isso, seguem os acenos.

E os sorrisos irônicos do maior ídolo do Brasil...

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