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Cosme Rimoli Copa 2018
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 É preciso começar a trabalhar por 2022. Com Tite como técnico

Ele salvou uma geração que era considerada perdida. Classificou o Brasil quando era muito difícil.  A hora é de dar força ao melhor técnico do país

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

O primeiro passo para 2022. Tite tem de ser mantido como treinador do Brasil
O primeiro passo para 2022. Tite tem de ser mantido como treinador do Brasil O primeiro passo para 2022. Tite tem de ser mantido como treinador do Brasil

Kazan, Rússia

O que sobra para 2022?

Vai depender da seriedade da CBF. De atitudes não tomadas de maneira precipitada. A fundamental decisão que precisa ser tomada pelo coronel Antônio Nunes, Rogério Caboclo, Marco Polo del Nero, ou quem quer que seja que mande de verdade na CBF, é manter Tite no comando da Seleção.

O golpe para a derrota diante da Bélgica é duro, pesado, marcante, histórico. Mas é preciso ter consciência do que acaba de acontecer neste final de Mundial da Rússia.

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O futebol é uma fábrica de anmesiados. Mas a frustração que domina o Brasil não se justificava há um ano e meio, quando a Seleção Brasileira corria sérios riscos de não conseguir sequer se classificar para a Copa da Rússia. 

Penava nas mãos sem rumo de Dunga nas Eliminatórias. E fracassava em duas Copas América. A geração de Neymar era rotulada como fracassada. Foi o treinador quem tratou de trazer a modernidade, valorizar a estratégia. 

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Tite não tem nem 30 partidas como comandante da Seleção.

"Uma coisa que eu gostaria era ter tido um ciclo de quatro anos. Teria tempo para fazer um trabalho com base. Fazer todos os testes que precisaria. Mas não foi possível agora", dizia Tite às vésperas da Copa do Mundo.

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O treinador fazia questão de desmentir seus amigos, auxiliares, que apontavam um desejo incontrolável de trabalhar em um clube ou seleção do Exterior.

"Comandar o Brasil, país pentacampeão do mundo, é o auge para qualquer técnico. Não gostaria de ter um ciclo curto, não. Mas isso vamos deixar para pensar ou falar depois da Copa da Rússa", dizia.

Ou seja, Tite deu inúmeros indícios que desejava prosseguir seu trabalho comandando a Seleção. A ideia era, lógico, vencer o Mundial. Mas agora com a derrota, sua presença seja obrigatória.

A começar pela falta de um treinador à sua altura no futebol brasileiro. E como a CBF nem cogita colocar um estrangeiro, como Guardiola, à frente da Seleção, não há nem o que pensar. Tite deve continuar.

O treinador teve seu batismo de fogo, aqui na Rússia.

Pagou o erro de ser iniciante.

Se deixou levar pela empolgação das Eliminatórias, contra adversários que se comprovaram fracos demais no contexto mundial, inclusive a Argentiva. A falta de intercâmbio, jogos diante de europeus, foi fatal.

Tite tem jogadores fundamentais que podem seguir para 2022. Alisson, Neymar, Phillipe Coutinho, Casemiro. Há Arthur, Vinícius Júnior... 

E mais importante.

Quatro anos de trabalho pela frente.

É preciso usar a razão e começar a arquitetar o plano para o Catar.

Com Tite no comando.

Não há porque implodir o trabalho como 2006, 2010, 2014.

2018 deixa lições importantes.

A principal é que o trabalho estava sendo bem feito.

Mas precisa se aperfeiçoar. 

Tite é o nome certo para consertar o que errado aqui na Rússia...

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