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Cosme Rimoli Copa 2018
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Diante de importantes fracassos, o Brasil quer mostrar que é Brasil

Tite preparou o Brasil para vencer o México. Mas tentando não correr riscos. Mostrando a força da tática. Sem esquecer a tradição do único penta mundial

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Não há seleção que tenha tanto potencial como o Brasil
Não há seleção que tenha tanto potencial como o Brasil Não há seleção que tenha tanto potencial como o Brasil

Samara, Rússia

A Itália nem conseguiu vir para a Copa. Alemanha, Argentina, Espanha já foram eliminadas, com o Mundial ainda nas oitavas. Restaram Inglaterra, campeã em 1966. França, 1998. Uruguai, vencedor pela última vez em 1950. 

Vencer o México, aqui em Samara, àss 11 horas (de Brasília), é a oportunidade de dar a resposta ao planeta. Mostrar que a Seleção de Tite tem condições de respeitar a tradição do único país pentacampeão do mundo. E que os 16 anos de espera pela reconquista do título serviram de amadurecimento.

Derrotar os mexicanos de maneira convincente e se assumir, sem constrangimento, ser o mais tradicional selecionado, com potencial para assustar a concorrência. Com confiança, sem desespero. 

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Esse foi o discurso corajoso de Tite a seus jogadores. 

"O Brasil vai a campo para ganhar, se classificar. Sem esquecer da força do México. Com respeito pelo adversário difícil que é. Mas importante: sem se esquecer de que é Brasil", discursou Tite.

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Diante de um adversário que não tem nada a perder, mais fraco, e que cuja tradição aponta seis eliminações seguidas nas oitavas, Tite quer a Seleção com o controle do jogo. Sem cair na tentação de entrar na correria mexicana.

A previsão é de que na hora da partida o calor esteja em 33, 34 até 35 graus. Mesmo sendo 18 horas, aqui em Samara. E a umidade relativa do fique perto dos 25, 30%. O ideal para o ser humano é entre 40% e 70%. Ou seja, a sensação é que a partida seja disputada em uma sauna seca.

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Como aconteceu contra a Sérvia, a segurança do Brasil não estará só nos dribles de Neymar, nas arrancadas de Philippe Coutinho, nas jogadas áreas ensaidas como basquete para as cabeçadas dos zagueiros, na ansiedade de Gabriel Jesus. 

Não.

A Seleção buscará a vitória apostando na postura, na sua distruibuição tática. Para vencer o México de Juan Carlos Osório, a saída de Tite é atacar. Mas com o time estruturado, organizado, composto para evitar os contragolpes em bloco, em velocidade, maior arma do rival. 

"Se não houver recomposição da equipe, o Brasil dará a principal arma aos mexicanos. E isso não vamos fazer. Treinamos à exaustão o posicionamento de cada atleta, as linhas de marcação muito juntas, principalmente nas laterais. Vamos marcar muito forte. Mas não deixaremos de ser Brasil", deixa escapar Silvinho, assistente de Tite.

"Vai depender de nós, defensores, a tranquilidade para que Neymar, Coutinho, Gabriel, Willian possam mostrar seu talento com a bola dominada. Eles já sabem que não haverá desespero se a jogada não der certo. Eles poderão arriscar, ousar", garante Thiago Silva, guindado outra vez por Tite como capitão. Não por acaso, no primeiro jogo eliminatório da Copa. A derrota causa a eliminação.

O México de Osório é mesmo uma equipe imprevisível. 

"Nós vamos jogar contra o melhor time do mundo. O que tem maior potencial em todas as posições. Todas. Mas não podemos duvidar das nossas forças. Nós não sabemos jogar sem atacar. Vamos fazer de tudo para manter a bola nos últimos 30 metros do campo. Perto do gol brasileiro", diz o treinador colombiano.

A chance de vitória do Brasil nasce no controle emocional de Neymar
A chance de vitória do Brasil nasce no controle emocional de Neymar A chance de vitória do Brasil nasce no controle emocional de Neymar

Se não for blefe, o que não acredita a imprensa mexicana, a estratégia será tentar se aproveitar do calor senegalesco. Marcar a saída de bola brasileira, que Tite ainda insiste que seja trocando passes. Roubar uma bola e fazer dela a jogada vitoriosa da partida. Apostando no desespero, no instável lado emocional dos brasileiros.

Algo bem parecido com o que aconteceu na vitória contra a Alemanha.

Tite sabe bem dessa possibilidade. E por isso também quer o Brasil propondo o jogo. E também coloca as fichas da sobrevivência na Copa no time que fizer o primeiro gol. O México também tem uma mania que vem bem a calhar para o também veloz, mas muito mais habilidoso ataque brasileiro. Se sai perdendo um jogo, costuma se abrir, a mando de Osório na busca do empate, da virada.

Se houver espaço para os contragolpes brasileiros, Neymar e Philippe Coutinho podem ser os responsáveis até por uma goleada brasileira. Se houver espaço para partir com a bola dominada, a situação ficará complicada para os mexicanos.

Como o adversário tem a preferência em atacar pela ponta direita, Tite resolveu resguardar Marcelo. Ele poderia jogar até uma hora sem problemas. Mas o treinador decidiu resguardá-lo. Porque sem estar plenamente saudável, depois do espasmo nos músculos que sustentam a coluna, entra Filipe Luís. Muito melhor marcador, ficará de olho principalmente na correria do habilidoso Chicharito.

As bolas aéreas mexicanas em escanteios e faltas também mereceram atenção nos treinamentos fechados.

Mas a principal arma do Brasil será a firmeza no 4-1-4-1 que se encaixou perfeitamente contra a Sérvia. Dominando o jogo e com a marcação frustrando o bom potencial ofensivo sérvio. Osório pode colocar seu time no 3-6-1 e esperar uma roubada de bola para se consagrar.

Neymar já foi orientado. Será provocado. Tomará pontapés. Os mexicanos irão acusá-lo de trapaceiro, fingir quedas para conseguir faltas, pênaltis, expulsões. Ou melhor. Já até fizeram isso antes do jogo. 

Tudo o que o melhor jogador brasileiro não pode fazer é cair na provocação barata e previsível dos meio-campistas e defensores astecas.

A hora de Gabriel Jesus parar só de correr e também marcar gols
A hora de Gabriel Jesus parar só de correr e também marcar gols A hora de Gabriel Jesus parar só de correr e também marcar gols

Chegou a hora do Brasil mostrar a que veio à Rússia.

Se impor na fase decisisa do Mundial.

Não há espaço mais para erros.

Eles já custaram 16 anos de jejum.

Que os italianos, espanhóis, alemães e argentinos convivam com seus fracassos. 

A seleção mais tradicional da história que se imponha.

E mostre porque tem cinco estrelas acima do seu distintivo...

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