João Fonseca cai, mas batalha contra Sinner na Indian Wells foi histórica
Brasileiro acabou derrotado para o italiano, entretanto, foi o melhor jogo do torneio até agora
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Foram pouco mais de 2 horas de partida. Intensa. Nervosa. Emocional. Mas, acima de tudo, João Fonseca e Jannik Sinner fizeram um daqueles jogos que vão ficar na história de Indian Wells e na memória de quem esteve nesta tarde-noite de terça (10) no Stadium 1, o principal palco do Masters 1000 californiano.
A vitória do número 2 do ranking em dois tiebreaks (7/6[6] e 7/6[4]) mostra como foi o desenrolar da partida. E também, como ela foi decidida em detalhes.
Deu gosto ver como os dois tenistas se esforçaram, se movimentaram, buscando cada ponto como se fosse o último. E, pasmem, foi uma das poucas vezes em que foi possível ver Jannik Sinner suando, e revelando um certo nervosismo e impaciência com o andamento do jogo.
Grande jogo, jogo grande
Desde o primeiro game do primeiro set, já dava para ver que a pancadaria seria a tônica da partida. Saques a 190, 210 km por hora de lado a lado exigiam dos tenistas um esforço redobrado.
No primeiro set, João saiu servindo e no segundo game quase quebrou o serviço de Sinner. O italiano, por sua vez, esteve para quebrar o saque do brasileiro em dois games, o 7º e o 9º, sem conseguir. E tome pancada de parte a parte.
No tiebreak que definiu a primeira parcial, João chegou a abrir 6-3, mas permitiu a recuperação de Sinner, que empatou e fechou em 8-6.
No segundo set, uma quebra de serviço logo no 6º game deixou o italiano em posição confortável. Ele abriu 5/2, sacando, mas não conseguiu fechar.
João devolveu a quebra, de zero, empatou e levou a partida para um novo tiebreak. E, mais uma vez, Sinner foi mais eficiente e fechou em 7-4.
A derrota dói, claro. Mas ver João Fonseca em quadra, jogando de igual para igual com o número 2 do mundo, alivia a dor. Mostra que ele está no caminho certo para se tornar top 10 em pouco tempo e, quem sabe, chegar ao topo.
E isso pode acontecer mais rapidamente do que a gente pensa. Foi, sem dúvida, até agora, o maior desafio da carreira do brasileiro.
Mas outros virão, com resultados mais positivos. E, eventualmente, as palmas de despedida serão para os outros tenistas.
Na entrevista, ainda na quadra, Jannik Sinner fez questão de elogiar o brasileiro. “João é um jogador incrível, tem muito talento, é muito poderoso, estava sacando muito bem. Eu procurei ser o mais agressivo possível, acho que foi esta a chave. Eu caí de rendimento no segundo set, mas ele jogou um tênis impressionante. Uma atmosfera incrível, estou feliz por ter vencido a partida.”
O blog só discorda quando ele se referiu a João e a Learner Tien, de 20 anos, seu próximo adversário, como “o futuro do tênis”. Pelo que vêm demonstrando, os dois já são o presente, uma realidade que vai cada vez mais incomodar os tenistas do top 10.
A propósito, o canhoto americano Tien está pela primeira vez nas quartas de final do torneio da Califórnia.
João parte para o Masters 1000 de Miami. E, apesar de ter chegado às oitavas em Indian Wells, ele encerra sua participação com uma queda de 4 posições, porque não conseguiu defender o título do Challenger de Phoenix, no Arizona, em 2025. O brasileiro chegará a Miami no mínimo em 39º lugar.













