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Reviravolta no caso do camarote do Morumbi: áudio que vazou foi comprado por são-paulinos

Blog teve acesso a um áudio de 11 minutos e a uma carta em que Adriana cita Vinícius Pinotti, Fabio Mariz e Denis Ormrod

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Julio Casares pode enfrentar impeachment devido ao vazamento de um áudio sobre a venda ilegal de um camarote do Morumbi.
  • O áudio foi supostamente "comprado" por são-paulinos, incluindo Denis Ormrod, Vinícius Pinotti e Fabio Mariz.
  • Denis admitiu ter pago R$ 200 mil para o vazamento, enquanto Adriana devolveu cheques e citou irregularidades de terceiros.
  • Adriana enviou uma carta se desculpando pela exposição de Casares e garantindo a lisura na administração do camarote.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pinotti (à direita) admite ter vazado áudio que pode determinar impeachment de Julio Casares Divulgação/São Paulo

Julio Casares pode sofrer impeachment nesta sexta-feira da presidência do São Paulo por causa do vazamento de um áudio que aponta um suposto esquema de venda ilegal de um camarote do Morumbi.

Porém, a conversa entre Rita de Cássia Adriana Prado e os diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares só se tornou pública porque foi “comprada”.


O blog recebeu um áudio de 11 minutos (publicado no fim da matéria) que mostra uma conversa entre Adriana e seu marido, Tom, com Denis Ormrod, conselheiro expulso do Tricolor há cinco anos. Na ligação, fica claro que a articulação para a divulgação partiu de Denis e de dois conselheiros extremamente importantes dentro do clube: Vinícius Pinotti e Fabio Mariz.

Pinotti é tido como um real candidato à presidência, em caso de saída de Casares, e Mariz é filho de Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, figura renomada na advocacia brasileira.


E o vazamento do áudio só ocorreu após acordo financeiro. Denis enviou dois cheques, de R$ 100 mil, cada, para a pivô de toda a polêmica. O blog também recebeu o print da devolução de um pix de R$ 75 mil de Adriana para Frederico Grilo, apontado por ela como advogado de Pinotti.

Imagem dos dois cheques, de R$ 100 mil cada, de Denis para Adriana

Em um dos trechos do áudio, Tom diz o seguinte: “Quando o Vinícius abordou a gente... e o doutor Fabio abordou a gente, eles falaram: ‘fiquem tranquilos. Vocês vão tirar as dúvidas, tudo bonitinho e vão pensar’... A reunião falou assim ô: isso aqui é zero formalidades, toma o dinheiro e me dá as provas. Eu só quero meia dúzia de áudios e já tá bom”.


O blog procurou Denis, que admitiu ter comprado os áudios. “O dinheiro é meu e eu faço o que eu quero com ele. Mesmo fora do São Paulo há cinco anos, venho lutando intensamente contra essas barbáries que vocês estão vendo hoje”, justificou o ex-conselheiro.

“A verdade é que fui procurado pela Adriana e ela me mostrou todas as provas que tinha. Aí, colocou um preço”, acrescentou, garantindo que a primeira pedida foi na casa de R$ 1 milhão. O acordo acabou fechado em R$ 200 mil. “Não sei o que aconteceu, mas ela devolveu os cheques”.


Pinotti também foi procurado e respondeu: “Fui que quem recebi em primeira mão esse áudio e vazei mesmo. Uma doente. Bandida de merda”. O blog ainda não conseguiu contato com Mariz.

Carta enviada: O blog também teve acesso a uma carta enviada por Adriana à Mara Casares, ex-esposa de Julio, e que se afastou de uma das diretorias do Tricolor após o vazamento do primeiro áudio.

No texto, Adriana escreve: “Suspeito que terceiros, entre eles Denis Ormord, Vinícius Pinotti e o Dr. Fabio Mariz possam ter agido com a intenção de causar prejuízos, principalmente ao Dr. Julio, sem que isso represente minha vontade ou consciência”.

E completa: “A divulgação de um áudio fora de contexto acabou gerando uma exposição dolorosa, e sinto muito por todo o desgaste causado ao Dr. Julio Casares, à sua família e ao clube, pessoas pelas quais sempre tive carinho e gratidão”.

Em outro trecho, ela afirma: “Quero deixar claro que nunca houve qualquer irregularidade na decisão do camarote e que sempre houve total lisura na compra dos ingressos. Também faço questão de registrar que, em todos esses anos, nunca vi ou soube de nada que desabonasse a sua conduta na administração do camarote. Sempre admirei sua correção e transparência”.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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