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Por que a SAF do Flamengo é bem diferente dos rivais

Rubro-Negro quer vender apenas um percentual pequeno de suas ações para conseguir dinheiro para a construção de seu estádio para 80 mil pessoas

Blog do Nicola|Jorge NicolaOpens in new window


Flamengo divulgou vídeo com projeto de seu futuro estádio

Botafogo, Vasco, Cruzeiro, Atlético-MG... todos os grandes clubes de futebol no Brasil que viraram SAF o fizeram porque bateram no fundo do poço em relação a dívidas. Até por isso, a notícia de que o Flamengo pretende se transformar em sociedade anônima de futebol causou enorme espanto até entre torcedores rubro-negros.

Mas o projeto do Fla é completamente diferente. O presidente Rodolfo Landim pretende negociar apenas uma fatia pequena entre 20% e 25% das ações da SAF. Como o clube que mais fatura na América do Sul, o Rubro-Negro tem certeza de que é capaz de faturar até R$ 2 bilhões em tal operação.

Desta maneira, teria o dinheiro para erguer sua arena sem se endividar ou precisar tirar grana do departamento de futebol. Já o parceiro ficará com uma receita interessante do Fla a cada ano, como sócio. Vale lembrar que o Rubro-Negro faturou mais de R$ 1 bilhão por temporada nos últimos três anos - em 2023, por exemplo, a receita ficou em quase R$ 1,4 bilhão.

Grana perdida: Ter um estádio próprio tornará o Flamengo ainda mais bem-sucedido do ponto de vista financeiro. Toda vez que atua no Maracanã, o clube mais popular do país desperdiça um caminhão de dinheiro com taxas, impostos e afins.

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No Brasileirão do ano passado, por exemplo, o Flamengo gerou R$ 69,5 milhões de receita bruta nos 19 jogos como mandante - o São Paulo, segundo no ranking, ficou quase R$ 22 milhões atrás. Porém, quando a comparação é apenas com a receita líquida, o Fla só aparece no quarto lugar. São R$ 31,7 milhões, com uma perda de R$ 37,8 milhões.

O São Paulo foi dono da maior arrecadação líquida (R$ 35,1 milhões), seguido por Grêmio (R$ 32,1 milhões) e Palmeiras (R$ 31,9 milhões).

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Quase lá: Com a ajuda da Prefeitura do Rio, o Flamengo avançou na compra do terreno no Gasômetro, na região central da cidade. O espaço, que pertence à Caixa, será desapropriado e leiloado em seguida, com a obrigação do comprador de construir uma arena.

A manobra da Prefeitura, inclusive, deve garantir um descontão ao Rubro-Negro. É que Landim chegou a oferecer R$ 250 milhões à Caixa. Já a Prefeitura projeta o leilão com lance mínimo de R$ 140 milhões e R$ 170 milhões.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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