Portuguesa tenta impedir escalação de atacante do Vitória por dívida milionária
Lusa ainda cobra que o time baiano fique impedido de escalar Renê enquanto a pendência de R$ 2,2 milhões não for paga
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A Portuguesa decidiu acionar a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), responsável pelo Fair Play Financeiro no Brasil, para cobrar uma dívida do Vitória pela contratação de Renê. A informação é exclusiva do blog.
O jogador foi negociado com o clube baiano depois de se destacar no Campeonato Paulista. Desde então, tornou-se peça importante na campanha do Vitória.
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O problema é que duas parcelas da transferência venceram sem que o Vitória efetuasse os pagamentos. O débito original gira em torno de R$ 2 milhões e, com juros e correção monetária, já chega a aproximadamente R$ 2,2 milhões.
Diante do atraso, a Portuguesa decidiu recorrer à agência de Fair Play Financeiro. Além de exigir o pagamento integral da dívida, o clube paulista solicita uma medida que pode ter consequências esportivas: impedir o Vitória de utilizar Renê em partidas oficiais até que as duas parcelas sejam quitadas.
Vitória alega pendência financeira envolvendo Danielzinho
O Vitória, por sua vez, argumenta que a Portuguesa também possui uma dívida relacionada à contratação de Danielzinho, jogador que pertenceu ao clube baiano e chegou a disputar um Campeonato Paulista pela Lusa.
A Portuguesa contesta a justificativa. Segundo o clube, a parcela referente à negociação de Danielzinho só vence em novembro e, portanto, não existe atraso nesse compromisso. A direção da Lusa também sustenta que as duas operações são independentes e que uma eventual obrigação financeira não justifica o descumprimento da outra.
Presidente do Vitória também reclama de calotes
A situação chama a atenção porque Fábio Mota, presidente do Vitória, tem sido um dos dirigentes mais críticos à inadimplência entre clubes brasileiros.
Nesta semana, o mandatário reclamou publicamente de uma dívida de aproximadamente R$ 10,3 milhões do Grêmio com o Vitória, referente à transferência do zagueiro Wagner Leonardo.
Segundo Mota, a falta de recebimento desse dinheiro tem prejudicado o fluxo de caixa do clube baiano e dificultado o cumprimento de suas próprias obrigações financeiras.
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