Ex-atacante movimenta mais de R$ 100 milhões com compra de mandos de campo
Roni abandonou a carreira de gerente de futebol para montar empresa que paga fortuna aos clubes por jogos em outros estados

Roniélton Pereira Santos, mais conhecido como Roni, fez fama e garantiu um bom patrimônio como centroavante após passagens bem-sucedidas por Fluminense, Atlético-MG, Cruzeiro, entre outros, de 1995 a 2012. Mas o goleador de outros tempos está ganhando dinheiro num mercado inusitado: a compra de mandos de campo.
Roni já negociou mais de cem partidas desde que criou a Ingresso S.A., há dez anos. Somando todos os acordos, é possível cravar que a empresa do ex-atacante movimentou mais de R$ 100 milhões. O último contrato foi firmado na sexta-feira passada e garantirá cerca de R$ 1 milhão ao Cruzeiro.
Ao tomar conhecimento de que o Cruzeiro não poderia jogar contra o Vasco no dia 27 de abril, no Mineirão, por causa do show no dia anterior de Gusttavo Lima, Roni pegou o telefone e procurou Alexandre Mattos. A proposta: em vez de jogar no Independência para no máximo 15 mil pessoas, a Raposa poderia faturar R$ 1 milhão, livre de impostos, para transferir a partida para o Parque do Sabiá, em Uberlândia.
Roni também se comprometeu a bancar os custos das passagens e hospedagem de toda a delegação cruzeirense. O risco fica apenas para o ex-atacante. É que Roni depende da bilheteria do jogo para recuperar o investimento e buscar o lucro.
“É claro que já tivemos prejuízo em alguns dos mais de cem jogos que a empresa comprou, mas foram poucos. Tanto que estamos no positivo”, explica Roni, que tem Leandro Brito como seu sócio na Ingresso S.A.
Roni ainda está estudando quanto cobrará pelos ingressos no dia 27. O Parque do Sabiá comporta até 50 mil pessoas, mas devem ser colocados à venda 40 mil entradas. A divisão das torcidas também é uma responsabilidade de Roni e a tendência é que os cruzeirenses fiquem com 80% dos ingressos, com 20% para os vascaínos.
Além da compra de mandos, a Ingressos S.A. também cuida dos programas de sócio-torcedor de Vitória, Atlético-GO, Vila Nova, Remo e Paysandu.
Depois de pendurar as chuteiras, em 2012, Roni enveredou para a carreira de gerente de futebol. E foi nesta função, pelo Vila Nova, que o dirigente se deparou com o que seria seu ganha-pão no futuro. “Conheci o Leandro Brito quando estava no Vila e ele queria comprar um mando de jogo. Acabou que eu saí da gerência depois e acabei encontrando com ele. Acabamos virando sócios e estamos juntos há dez anos”.
Não perca nenhum lance! Siga o canal de esportes do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp