Corinthians se surpreende com chance de dívida da arena ser muito menor
Ministério Público apura se existem irregularidades do financiamento; perícia aponta dívida quase R$ 400 milhões menor

A notícia de que o Ministério Público abriu um procedimento administrativo para apurar quanto o Corinthians ainda deve à Caixa pela construção da Neo Química Arena pegou todos os dirigentes mais importantes do clube de surpresa. O presidente Osmar Stabile e seus principais diretores não cogitavam a possibilidade de as cobranças estarem equivocadas.
“Por essa, ninguém aqui esperava”, aponta um braço direito de Stabile. “Ainda mais vindo de quem vem”, acrescenta o dirigente, referindo-se ao promotor Cassio Conserino, que tem investigado diversos cartolas que passaram recentemente pelo Corinthians.
Hoje, na teoria, a dívida alvinegra com a Caixa é de R$ 642 milhões. Stabile, inclusive, tenta desde o ano passado uma troca com o banco estatal: ele cede os naming rights da arena por um período de até 15 anos pelo perdão da dívida.
O alerta público sobre a possibilidade de a cobrança da Caixa ser indevida havia partido do presidente da República, Lula. No mês passado, ele se mostrou surpreso com a dívida tão alta, mesmo após anos de pagamento do financiamento. O Corinthians começou a pagar os R$ 400 milhões emprestados em 2013.
A RECORD publicou com exclusividade a informação da apuração do MP, motivada por uma perícia que aponta um erro de aproximadamente R$ 256 milhões. De acordo com Anísio Costa Castelo Branco, que se apresenta como perito criminal investigador, a dívida do Corinthians hoje é de cerca de R$ 280 milhões.
As fontes do clube consultadas pelo blog asseguram que, se confirmada a cobrança indevida, o Corinthians exigirá seus direitos.
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