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Corinthians já recebeu o ‘sim’ de Ramón Diaz; saiba por que ele ainda não foi contratado

Presidente Augusto Melo vem sofrendo pressão interna e externa para desistir do acordo com o argentino; Carille é o preferido

Blog do Nicola|Jorge NicolaOpens in new window


Ramón Diaz é cornetado por aliados importantes de Augusto no Timão

Ao demitir António Oliveira no fim da manhã de terça-feira, o Corinthians pretendia anunciar seu substituto no mesmo dia. Mas lá se vão 48 horas e neste momento o presidente Augusto Melo se divide entre Fábio Carille e Ramón Diaz. É preciso lembrar, porém, que Fernando Diniz e alguns técnicos estrangeiros já haviam descartado o Timão antes.

Ex-treinador do Vasco, Ramón Diaz aceitou a proposta do Corinthians na manhã de quarta-feira. O contrato combinado só terminaria em dezembro de 2025 e ele e sua comissão técnica ganhariam menos do que os R$ 2 milhões mensais a que tinham direito em São Januário.

Porém, dois motivos fizeram Augusto recuar. Primeiro, ele foi avisado que Carille ainda estava tentando se desligar do Santos. Depois, porque há pressão interna e externa contra Ramón. Aliados importantes dentro do Conselho Deliberativo alvinegro já avisaram a Augusto que não querem o argentino - Augusto sabe que pode precisar dessas pessoas para evitar seu impeachment em reunião marcada para agosto.

O barulho que vem de fora do Parque São Jorge é capitaneado pelo movimento “Respeita as Minas”. Augusto recebeu um comunicado forte, que diz, entre outras coisas, o seguinte: “Para um clube que passou por uma crise similar recentemente com o caso Cuca, trazer Ramón Diaz seria um retrocesso... A torcida merece um técnico que inspire confiança e que ajude a equipe a sair dessa situação delicada. Ramón Diaz, com seu histórico de comentários machistas, não seria essa pessoa”.

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Vale lembrar que o argentino criticou a presença de uma mulher à frente do VAR em 17 de abril deste ano, depois de uma derrota do Vasco. “Na última partida, em casa, uma senhora, uma mulher, interpretou um pênalti de outra maneira. O futebol é diferente. Principalmente de que o VAR seja decidido por uma mulher. Acho que é complicado, porque o futebol é tão dinâmico, tão depressa, com decisões tão rápidas...”

Já Carille, que era o preferido, não conseguiu se desligar do Santos sem litígio com o presidente Marcelo Teixeira, que é amigo de Augusto. O pagamento da multa rescisória, de quase R$ 3 milhões, não é visto como uma boa alternativa pelo presidente corintiano.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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