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Sete negócios na era Duilio que enfureceram a torcida do Corinthians

Luan não é o único péssimo negócio feito pelo Timão com Duilio no poder; confira a relação

Blog do Nicola|Do R7

Duilio também foi muito criticado pela torcida por causa das escolhas dos técnicos Sylvinho e Fernando Lázaro
Duilio também foi muito criticado pela torcida por causa das escolhas dos técnicos Sylvinho e Fernando Lázaro Duilio também foi muito criticado pela torcida por causa das escolhas dos técnicos Sylvinho e Fernando Lázaro

Se não ganhar um título até dezembro, Duilio Monteiro Alves vai se tornar o primeiro presidente do Corinthians desde a década de 1980 a deixar o cargo sem nenhuma taça. Mas a falta de conquistas não é sua única bola fora no Timão: Duilio coleciona uma relação de péssimas contratações como presidente ou diretor de futebol. O blog lista abaixo os sete piores negócios com participação do dirigente. Confira:

1º lugar: Luan

Comprado do Grêmio no fim de 2019, Luan é a mais desastrosa contratação do Corinthians desde sua fundação, 112 anos atrás. E Duilio foi o grande responsável pelo negócio, já que, como diretor, insistiu para que o presidente Andrés Sanchez investisse R$ 29 milhões na compra de 50% dos direitos econômicos. Mas não para aí. Luan receberá pouco mais de R$ 40 milhões em salários ao longo dos quatro anos do contrato, que se encerra em 31 de dezembro. Afastado do elenco principal desde janeiro, Luan vestiu a camisa alvinegra pela última vez em fevereiro de 2022. No total, disputou 78 jogos e marcou míseros nove gols.

2º lugar: Paulinho

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Apresentado com pompa em dezembro de 2021, o volante Paulinho se mostrou um fiasco financeiro, esportivo e institucional. Para começar, vale lembrar que Duilio, já como presidente, havia planejado quitar a maior parte dos salários do volante graças ao patrocínio da Taunsa, que bancaria R$ 18 milhões. Mas a empresa do agronegócio não repassou nenhum centavo ao Timão. Sobrou para o Corinthians a bomba: R$ 1,5 milhão por mês em um contrato com dois anos de duração. Bem mais lento do que oito anos antes, o jogador nunca se justificou. E ainda sofreu duas graves lesões no joelho, que resultaram em intervenções cirúrgicas. Saldo da negociação: quase R$ 40 milhões de investimento em salários, direitos de imagem e luvas por apenas 39 partidas e seis gols. 

3º lugar: Yuri Alberto

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Ninguém consegue calcular com exatidão o valor final da compra de Yuri Alberto, mas o tempo mostra, a cada dia, quanto Duilio foi mal quando adquiriu 50% dos direitos do atacante do Zenit. O presidente não precisou investir dinheiro, mas mandou em definitivo o zagueiro Robert Renan e o volante Du Queiroz para a Rússia, além de repassar 60% dos direitos do meia Mantuan, 10% do goleiro Ivan e a prioridade na compra do meia-atacante Pedro. Detalhe: Robert Renan já tem oferta de 25 milhões de euros do Monaco, enquanto Du Queiroz está avaliado em 6 milhões de euros. Para piorar, desde que foi comprado, Yuri Alberto caiu vertiginosamente de produção. Em 2023, tem só sete gols em 35 jogos.

4º lugar: Júnior Moraes

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Qual a lógica de contratar um centroavante de 35 anos de idade — com conhecidos problemas físicos —, que havia disputado uma única partida nos 11 meses anteriores e pagando salário de R$ 651 mil por mês? Foi sob tais condições que Duilio anunciou a chegada de Júnior Moraes ao Corinthians em março de 2022. E o fiasco se configurou antes mesmo do fim do contrato, em dezembro deste ano. Afastado por Luxemburgo em maio, o atacante entrou na Justiça, conseguiu uma liminar para deixar o Timão e vai receber cerca de R$ 3 milhões referentes às verbas rescisórias e ao FGTS não recolhido. Ainda haverá outro pagamento, de R$ 3,1 milhões, para a quitação de 12 meses de direitos de imagem em atraso. 

5º lugar: Angel Romero

Fora até do time reserva que tem sido utilizado por Luxemburgo na Copa Sul-Americana, o atacante Romero só não saiu do Corinthians pela falta de propostas. O atacante, amigo de Duilio, foi contratado no início de 2023 e assinou por duas temporadas, com salário de R$ 400 mil por mês. Incluindo o 13º salário, vai custar mais de R$ 10,6 milhões até o fim de 2024. A força física, que o diferenciava na primeira passagem pelo clube, já não existe mais. A consequência: nos últimos 11 jogos, o paraguaio esteve em campo míseros 45 minutos. Desde seu retorno, soma apenas 17 partidas das 41 disputadas pelo Corinthians em 2023. Detalhe: foi titular quatro vezes. 

6º lugar: Pedro

Pedro, do Corinthians, e Endrick, do Palmeiras, foram durante anos tratados como os maiores craques entre os brasileiros nascidos em 2006. A pergunta dos especialistas em categoria de base era: quem chegará à seleção primeiro? E essa disputa mostra como a venda recém-anunciada de Pedro para o Zenit por 9 milhões de euros foi um equívoco gigante. É que o rival Endrick será do Real Madrid em negócio que pode chegar a 72 milhões de euros — diferença de oito vezes. A impressão geral é de que Duilio precipitou a saída de Pedro para quitar uma série de dívidas emergenciais. 

7º lugar: Bruno Méndez

Zagueiro mais caro da história do Corinthians, Bruno Méndez deve se transformar em um enorme prejuízo em alguns meses. É que o uruguaio, comprado por R$ 22 milhões do Montevideo Wanderers, se recusa a renovar o vínculo, que se encerra em 31 de dezembro. O zagueiro, inclusive, já pode assinar um pré-contrato com qualquer time para se mudar, sem custos, a partir de 1º de janeiro. O erro de Duilio e sua diretoria: não valorizar o atleta e deixar para discutir a prorrogação do vínculo no último ano.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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