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Presidente da Federação Francesa de Futebol é afastado após acusação de assédio

Em reunião de emergência, comitê optou por afastamento do chefe executivo da FFF; Noel Le Graet está no cargo desde 2011

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Noel Le Graet já foi alvo de polêmicas quando disse que não existe racismo no futebol
Noel Le Graet já foi alvo de polêmicas quando disse que não existe racismo no futebol Noel Le Graet já foi alvo de polêmicas quando disse que não existe racismo no futebol

O presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noel Le Graet, foi afastado do cargo nesta quarta-feira (11) após uma reunião de emergência do comitê executivo da entidade. O dirigente, de 81 anos, é acusado de assédio sexual, enquanto a Federação é alvo de uma investigação comandada por Amélie Oudéa-Castéra, ministra dos Esportes da França.

Segundo a FFF, Le Graet concordou com o afastamento, que será mantido até a conclusão da apuração. A expectativa é que a investigação termine no fim deste mês. Até lá, o vice-presidente Philippe Diallo fica no comando. A diretora-geral, Florence Hardouin, também está temporariamente afastada.

A agente esportiva Sonia Souid diz ter sido assediada sexualmente por Le Graet. Em entrevistas a veículos da imprensa francesa, Souid disse que foi abordada por ele ao longo de quatro anos, entre 2013 e 2017. "Ele nunca me olhou como uma agente, mas como um bombom para mastigar. Para falar vulgarmente, ele me enxergava como dois peitos e uma bunda", afirmou a empresária em entrevista ao canal francês BMF TV.

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Após as acusações, a ministra Oudéa-Castéra se pronunciou sobre o caso e disse que o dirigente estava "danificando a imagem do país". Em seguida, Patrick Anton, diretor do Conselho de Ética da FFF, divulgou um comunicado em que pedia a Le Graet que renunciasse ao cargo.

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Nos últimos dias, o presidente também foi criticado por uma fala na qual menosprezou o ex-jogador e hoje treinador Zinedine Zidane. Na ocasião, disse que "não atenderia ao telefone" se o ídolo francês o procurasse para treinar a seleção. Após ter recebido críticas de outros astros do futebol, como Kyllian Mbappé, desculpou-se e afirmou ter consciência da grandeza do ex-meia do Real Madrid para o futebol da França.

O Ministério dos Esportes abriu uma investigação com a FFF como alvo em setembro, depois que a entidade abriu um processo contra a revista So Foot, que divulgou a denúncia de que Le Graet teria assediado várias funcionárias. A reportagem da revista tem seis páginas com depoimentos anônimos de pessoas que trabalham ou trabalharam na federação. Também foram divulgadas mensagens inapropriadas que teriam sido enviadas pelo dirigente a funcionárias pelo celular.

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O presidente afastado causou indignação também ao falar sobre racismo em entrevista à imprensa francesa, em setembro de 2020. "Este fenômeno do racismo não existe no futebol, e no futebol em particular, isso não existe ou quase não existe", disse ele depois que Neymar foi alvo de ataque racistas em um duelo entre o Paris Saint-Germain e o Olympique de Marselha.

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