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Técnica que descobriu Rebeca fala com orgulho da campeã: 'Um pedacinho de mim fez história'

Ginasta conquistou a medalha de ouro no salto no Pan, em Santiago; atleta é o maior nome da delegação do Brasil na competição

Pan-Americanos|Isabella Pugliese Vellani*, do R7

Rebeca e Mônica se encontraram nos Jogos Pan-Americanos, em Santiago
Rebeca e Mônica se encontraram nos Jogos Pan-Americanos, em Santiago Rebeca e Mônica se encontraram nos Jogos Pan-Americanos, em Santiago

A ginasta Rebeca Andrade é um fenômeno dentro e fora do tablado. Aos 24 anos, ela vive o auge da carreira, após ter conquistado a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Mundial da Bélgica e agora nos Jogos Pan-Americanos, que estão acontecendo em Santiago, no Chile.

Na última terça-feira (24), a brasileira fez uma série impecável no salto, foi reverenciada e ficou com o título. Primeira treinadora da ginasta, Mônica Barroso dos Anjos revelou ao R7 que "um filme passa na cabeça" quando ela assiste a Rebeca conquistar feitos inéditos ao Brasil.

"É uma emoção enorme quando eu vejo ela ganhando as medalhas e os títulos inéditos para o nosso país. A gente esperou tanto! Passa todo aquele filme do primeiro dia que ela apareceu no ginásio, que a tia dela a levou. Foi uma emoção enorme ver ela fazendo aquele salto [no Pan-Americano] à beira da perfeição. Eu fico muito orgulhosa de lembrar de onde ela saiu e ver aonde ela chegou", vibrou a técnica.

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Rebeca começou na ginástica aos 4 anos, no Ginásio Bonifácio Cardoso, em Guarulhos. O projeto da prefeitura da cidade era para incentivar o esporte, e a tia da atleta a influenciou para participar. Assim que pulou no tablado, Mônica notou que a pequena tinha potencial.

A treinadora lembra que, para alcançar o alto nível, foi preciso muito trabalho e determinação. Rebeca precisou superar três graves lesões no joelho para continuar a competir em grandes eventos.

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"Logo na primeira lesão, ela pensou em desistir. Quem deu muito apoio foi a mãe dela, que empurrava e falava: 'Não, você tem que ir, tem que continuar, não desiste agora'. Quando passava toda essa parte sacrificante, ela continuava", revela.

Uma das características de Rebeca é a alegria, demonstrada a cada coreografia e acrobacia. Pouco parece importar se as arquibancadas estão cheias ou vazias, já que ela se mantém determinada a entregar o melhor desempenho de qualquer maneira.

Quando criança, a ginasta tinha dificuldade em controlar as emoções e acabava errando, por mais que tivesse consciência do próprio potencial.

"Hoje, ela tem todo um trabalho por trás, do COB, da Confederação, de psicólogos. Está mais madura, então ela aprendeu a controlar as emoções, mas a alegria dela é desde pequenininha, sempre muito sorridente", relembrou.

Estrela, Rebeca tem chamado cada vez mais a atenção do público e, com tantas câmeras voltadas para ela, a antiga técnica, que atualmente é árbitra internacional de ginástica, pouco conversa com a ginasta durante as provas. 

A conversa acontece mesmo nos momentos em que a campeã visita Guarulhos. O contato com a família continua, já que a irmã e a sobrinha treinam no ginásio da cidade.

Rebeca Andrade não é fruto do trabalho apenas de Mônica. Moldada por várias mãos, ainda na base ela foi treinada por Keli Kitaura e Francisco Porath Neto, o Chico, atual técnico da atleta. Apesar de ter sido a treinadora com menos tempo com a ginasta, a técnica se sente orgulhosa da história que construiu.

"Eu sei que um pedacinho de mim fez história. Mesmo que tenha sido logo no início, eu que fiz o teste e coloquei ela no ginásio", finaliza.

*Sob a supervisão de Carla Canteras

Praieira, cantora e psicóloga: quem é Rebeca Andrade fora do tablado e dos aparelhos de ginástica?

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