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BRASILEIRO 2022

Zé Aldo defende briga entre Jones e Cormier e diz que UFC ficou feliz: “Tem que fazer, faz parte”

Brasileiro diz que provocações são normais e que os lutadores precisam delas 

Mais Esportes|Marcelo de Salles, do R7

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Zé Aldo encara Chad Mendes no dia 25 de outubro, no Rio
Zé Aldo encara Chad Mendes no dia 25 de outubro, no Rio

Retornando aos treinamentos depois de se recuperar de lesões na cervical e no ombro, que adiou a revanche com Chad Mendes originalmente marcada para 2 de agosto, José Aldo já mira um bom retorno para enfrentar o seu rival no Rio de Janeiro, na luta principal do UFC 179, que será realizada no dia 25 de outubro.

A rixa entre os dois é algo que vem chamando a atenção dos fãs. Entre provocações e acusações por meio da imprensa, Mendes chegou a comemorar o fato de que estaria incomodando o campeão peso-pena (66 kg). No entanto, Aldo garantiu à reportagem do R7 que isso não passa da parte comum da promoção do empate e ironizou o americano que pensa estar “na cabeça” do manauara.


— Só se for no meu cabelo (risos). Pra mim é só ali na hora, porque todo lutador ganha com isso [provocações], principalmente com venda de pay-per-view. Precisamos que isso aconteça. Tem que fazer isso sim, tem que promover a luta, porque isso faz parte. Claro que tem atletas que passam do ponto e algumas pessoas podem ver como algo ruim, mas eu encaro isso como normal.

O lutador também comentou a confusão entre Jon Jones e Daniel Cormier em uma coletiva de imprensa do UFC para promover o duelo entre os dois, que terá o cinturão dos meio-pesados (93 kg). Aldo entendeu que houve um exagero, mas nada que não fosse parte do show. Para ele, os lutadores não merecem qualquer tipo de punição.


— Se você não tiver ali na hora bem centrado, pode passar do ponto. Mas como falei, acho isso normal. Não tem que punir. Eles ganharam com aquilo, e o Ultimate ficou feliz com isso. Esportes de luta tem esse lado de rivalidades, mas de vez em quando pode passar do ponto na encarada, quando rola aquele empurra-empurra.

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O manauara também comentou da recente “zica” brasileira no UFC, que envolveu perdas de cinturão (de Anderson Silva e Renan Barão) e derrotas em combates importantes (Erick Silva, irmãos Nogueira, Lyoto Machida, Glover Teixeira), algo que o fez tornar como o único representante do País a carregar um cinturão do evento.

Para ele, essa fase não faz aumentar sua responsabilidade e declarou todo seu apoio para os compatriotas, que estarão envolvidos em quatro disputas de títulos até o final do ano. TJ x Dillashaw x Renan Barão, pelos galos (61 kg), no dia 30 de setembro; José Aldo x Chad Mendes, pelos penas (66 kg), no dia 25 de outubro; Cain Velasquez x Fabrício Werdum, pelos pesados, no dia 15 de novembro; e Chris Weidman x Vitor Belfort, pelos médios (84 kg), no dia 6 de dezembro.

— Não tenho pressão nenhuma. Se eu sou o único brasileiro campeão hoje, eu fico feliz, mas eu estou torcendo pelos brasileiros para ganhar um título aí no final do ano. Seria bom se a gente tivesse os quatro cinturões e fazer essa hegemonia do MMA brasileiro voltar. Acredito em todos eles. Sou patriota e vou torcer para que todos saiam bem e vitoriosos.

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