Zé Aldo defende briga entre Jones e Cormier e diz que UFC ficou feliz: “Tem que fazer, faz parte”
Brasileiro diz que provocações são normais e que os lutadores precisam delas
Mais Esportes|Marcelo de Salles, do R7

Retornando aos treinamentos depois de se recuperar de lesões na cervical e no ombro, que adiou a revanche com Chad Mendes originalmente marcada para 2 de agosto, José Aldo já mira um bom retorno para enfrentar o seu rival no Rio de Janeiro, na luta principal do UFC 179, que será realizada no dia 25 de outubro.
A rixa entre os dois é algo que vem chamando a atenção dos fãs. Entre provocações e acusações por meio da imprensa, Mendes chegou a comemorar o fato de que estaria incomodando o campeão peso-pena (66 kg). No entanto, Aldo garantiu à reportagem do R7 que isso não passa da parte comum da promoção do empate e ironizou o americano que pensa estar “na cabeça” do manauara.
— Só se for no meu cabelo (risos). Pra mim é só ali na hora, porque todo lutador ganha com isso [provocações], principalmente com venda de pay-per-view. Precisamos que isso aconteça. Tem que fazer isso sim, tem que promover a luta, porque isso faz parte. Claro que tem atletas que passam do ponto e algumas pessoas podem ver como algo ruim, mas eu encaro isso como normal.
O lutador também comentou a confusão entre Jon Jones e Daniel Cormier em uma coletiva de imprensa do UFC para promover o duelo entre os dois, que terá o cinturão dos meio-pesados (93 kg). Aldo entendeu que houve um exagero, mas nada que não fosse parte do show. Para ele, os lutadores não merecem qualquer tipo de punição.
— Se você não tiver ali na hora bem centrado, pode passar do ponto. Mas como falei, acho isso normal. Não tem que punir. Eles ganharam com aquilo, e o Ultimate ficou feliz com isso. Esportes de luta tem esse lado de rivalidades, mas de vez em quando pode passar do ponto na encarada, quando rola aquele empurra-empurra.
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O manauara também comentou da recente “zica” brasileira no UFC, que envolveu perdas de cinturão (de Anderson Silva e Renan Barão) e derrotas em combates importantes (Erick Silva, irmãos Nogueira, Lyoto Machida, Glover Teixeira), algo que o fez tornar como o único representante do País a carregar um cinturão do evento.
Para ele, essa fase não faz aumentar sua responsabilidade e declarou todo seu apoio para os compatriotas, que estarão envolvidos em quatro disputas de títulos até o final do ano. TJ x Dillashaw x Renan Barão, pelos galos (61 kg), no dia 30 de setembro; José Aldo x Chad Mendes, pelos penas (66 kg), no dia 25 de outubro; Cain Velasquez x Fabrício Werdum, pelos pesados, no dia 15 de novembro; e Chris Weidman x Vitor Belfort, pelos médios (84 kg), no dia 6 de dezembro.
— Não tenho pressão nenhuma. Se eu sou o único brasileiro campeão hoje, eu fico feliz, mas eu estou torcendo pelos brasileiros para ganhar um título aí no final do ano. Seria bom se a gente tivesse os quatro cinturões e fazer essa hegemonia do MMA brasileiro voltar. Acredito em todos eles. Sou patriota e vou torcer para que todos saiam bem e vitoriosos.





