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Wanderlei Silva revela negociação com o UFC para enfrentar Sonnen em estádio no Brasil

Brasileiro afirmou que duelo entre técnicos do TUF 3 será realizado na categoria meio-pesado

Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

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Wanderlei promete empenho para fazer o maior do TUF da história
Wanderlei promete empenho para fazer o maior do TUF da história

A notícia de que Wanderlei Silva e Chael Sonnen seriam os treinadores da terceira edição do TUF Brasil encheu os fãs de expectativa. Com rivalidade de longa data, é de se esperar que os treinadores do reality show troquem, no mínimo, algumas farpas durante as gravações, o que deve promover ainda mais o embate deles no octógono, previsto para meados de 2014.

De olho nessa visibilidade, o veterano brasileiro, que se nega a comentar os rumores sobre uma possível participação na venda de pay-per-view, revelou em conversa com a reportagem do R7 que negocia diretamente com o patrão Dana White, presidente do UFC, para que sua disputa seja realizada no Brasil, onde não faltariam palcos para o grande show.


— Fiquei feliz de ser escolhido para defender e representar o Brasil. Tem muita coisa envolvida nesta luta, e estamos precisando dar aquela engatada [audiência]. Estou falando com o Dana White para trazer essa luta para um estádio no Brasil, assim como fizeram com o Ali e o Foreman, que o mundo parou para ver.

No duelo em questão, em outubro de 1974, os pugilistas pesos-pesados lotaram o Stade Tata Raphaël, no Zaire, com cerca de 30 mil pessoas, naquela que é apontada até hoje como uma das maiores lutas de boxe da história.


Mas, com a Copa do Mundo prestes a ser realizada, o leque de opções para palcos do confronto desejado pelo veterano é imenso. Ao todo, serão 12 estádios em perfeito estado, mas com capacidade muito maior do que o confronto na África, ou dos 55 mil da edição 129 do UFC, ainda em 2011.

— Nós temos vários estádios bonitos agora, e tenho certeza de que vamos lotar qualquer um deles. Acho realmente uma ideia espetacular, e temos tudo para fazer ser algo bem interessante. A audiência deste TUF vai ser a maior da história, o melhor até hoje.


E, caso as expectativas do ex-campeão do Pride se confirmem, nada mais justo do que se apresentar nas melhores condições possíveis diante dos fãs brasileiros que ainda não puderam ver sua mão levantada em solo nacional desde que o esporte se popularizou.

Treinador do TUF 1, Wanderlei viu o rival do reality show Vitor Belfort se machucar e ser substituído às pressas pelo americano Rich Franklin, que acabou vencendo por pontos em Belo Horizonte e frustrando o público presente.


No entanto, uma mudança pouco comentada até o momento e que pode fazer toda a diferença a favor do brasileiro estará em jogo: a categoria de peso.

— Vamos lutar até 93 kg. Assim, todo mundo fica mais forte e come melhor, se sente mais disposto para lutar [risos].

Curiosamente, quando competia nessa categoria, o curitibano alcançou seus melhores momentos na carreira, quando reinou por anos no Japão. Por sua vez, Sonnen não possui retrospecto interessante entre os meio-pesados, mas acumulou grandes conquistas como peso médio (84 kg), divisão em que chegou a disputar o título em duas ocasiões.

Em ambas, como poucos brasileiros devem não saber, o falastrão Sonnen foi superado por Anderson Silva, amigo de longa data de Wanderlei e que, embora dono de uma agenda mais do que lotada, será convidado formalmente para fazer parte do programa.

— Vou convidar o Anderson, claro. Gostaria que ele pudesse participar, pois ele é um ótimo técnico e tem uma visão muito boa da luta. Vou falar com ele, mas sei que ele é uma pessoa muito ocupada e tem muitos compromissos. Não sei se poderia ficar dois meses “fora” por causa do TUF.

Mas, pensando distante, talvez tão alto como imaginar um duelo de MMA ser realizado em um estádio de futebol no Brasil no ano de Copa do Mundo, ou como fazer sair do papel o impensável confronto com Sonnen após ambos comandarem uma edição do TUF, contar com Anderson em sua equipe seria apenas mais um ingrediente no “Fantástico Mundo de Wanderlei Silva”.

Afinal, disposto a passar por cima de possíveis problemas com idiomas, traduções e dublagens, o lutador tornou público sua sugestão para que o presidente do UFC faça do programa uma espécie de embate entre seleções do Brasil e EUA.

— Mandei mensagem para o Dana, e acho que será mais interessante. A parte ruim seria que iria tirar a chance de alguns brasileiros, mas, em compensação, a gente teria mais rivalidade e poderíamos mostrar mais a qualidade dos atletas brasileiros. Sugeri que ele [Sonnen] escolhesse os melhores dos EUA, e eu os do Brasil.

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