Logo R7.com
RecordPlus
BRASILEIRO 2022

Wanderlei Silva faz campanha para enfrentar Chael Sonnen no Maracanã: “Só falta o UFC querer”

Lutador promete machucar seu adversário em duelo que tem preferência entre os fãs do evento

Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

  • Google News
Wanderlei Silva revelou vontade de fazer história no UFC
Wanderlei Silva revelou vontade de fazer história no UFC

“Só falta o UFC querer”. Assim Wanderlei Silva define sua atual situação com o evento, que estuda seus termos para assinar ou não o contrato mais aguardado do momento e garantir um duelo seu contra Chael Sonnen, rival com quem trava polêmicas declarações públicas nos últimos anos.

Se esquivando de tocar no assunto dinheiro e, por consequência, na possível participação na venda de pay-per-views para que o combate aconteça, motivo este que foi apontado por Dana White como entrave burocrático para o duelo, Wanderlei vai além. E, para isso, conta com o apoio da torcida que o acompanha há mais de dez anos nos ringues e octógonos.


Em suas contas, uma luta com Sonnen não seria apenas a preferência atual dos fãs que acompanham o MMA ao redor do mundo, mas também seria certeza de casa cheia, não importando qual fosse ela. Tanto que, disposto a jogar com o velho sonho do evento de encher um estádio de futebol, o ‘Cachorro Louco’ revelou com exclusividade ao R7 o desejo de enfrentar o rival falastrão no Maracanã, uma das maiores arenas do planeta.

— Só falta o UFC querer, eu estou pronto para que essa luta aconteça. Me senti honrado em ser chamado para fazer o co main-event do evento de 20 anos, e isso prova o apelo que essa luta tem. Mas ela tinha que ser no Brasil. Seria uma tourada no Maracanã, e com certeza lotaria.


Acompanhe a página de MMA do R7

Comparando sua situação com a de Georges St-Pierre, canadense campeão dos meio-médios (77 kg) que encabeça os maiores shows em seu país e é o grande responsável pela quebra do recorde de público do evento, Wanderlei pensa alto.


Com a faca e o queijo na mão, o curitibano sabe que o duelo com Sonnen reuniria alguns dos principais ingredientes para atrair todas as atenções do esporte. Especialistas na arte da provocação, cada um ao seu estilo, os atletas contam com algumas vantagens como o nome do brasileiro, imortalizado com seu passado vitorioso no extinto evento Pride, e com o atual momento do americano, que acumula importantes vitórias nos últimos anos, tendo perdido apenas para Anderson Silva e Jon Jones desde 2010.

Spider promete um “Novo Anderson Silva” no UFC


Belfort pede desculpas ao UFC por recusar lutas

Treinador defende Shogun e elogia Chael Sonnen

A pitada final, de quebra, mexe com o brio dos envolvidos e com a memória dos torcedores que aprovam o hipotético confronto: a rivalidade entre os lutadores. Em vídeo divulgado em 2010, Wanderlei, recém-operado no joelho e ainda usando uma bengala para auxiliar sua caminhada, dá uma dura em Sonnen, que na época iniciava sua onda de provocações com os atletas brasileiros.

— Se fosse feito um ranking de qual luta os fãs mais querem ver, essa minha com ele estaria no topo, sem dúvida. É muito interessante, porque é como dizem: “Quem bate, esquece. Quem apanha, não”. Eu nem lembrava do cara, mas teve esse último evento do UFC, e percebi que ainda está chateado. Não sabia que era tanto [risos]. Mas, poxa, na hora de falar na cara, ele amarelou [risos]. Vou responder no octógono.

O pedido pelo confronto no Maracanã, de acordo com Wanderlei, seria um “presente aos fãs” e fator propulsor para o esporte no País. E, disposto a elevar o MMA a um novo patamar no Brasil com o gigantesco duelo, o curitibano radicado em Las Vegas, nos EUA, lança mão do seu afiado trash talk, habilidade de provocar rivais que não poderia encontrar rival melhor do que Sonnen.

— Vou nocautear depois do terceiro round. O Anderson e o Jon Jones não bateram nele, não judiaram. Eu vou dar uma lição, de verdade. Quero bater e machucar, não vou vencer rápido. Vou fazer ele sofrer na luta.

Ao todo, são 49 lutas no cartel (35 vitórias, 12 derrotas, um empate e um No Contest) em 17 anos como profissional. Tempo que lhe permitiu acompanhar todas as fases de evolução do esporte, mas que não foi capaz de apagar algumas marcas em seu estilo. Como o próprio atleta gosta de repetir, seu estilo “old school” está mais motivado do que nunca.

—Ele falou muita besteira, mas eu vou lá e falo na cara dele. Sou old school. Falta verdade no mundo. Vejo muita gente falando mal, mas que vive apertando a mão dos outros. Não consigo ser assim. Temos que falar na cara, isso é prova de honestidade. Tem que ser macho.

A sorte está lançada. Caso o confronto com “Sonã”, como insiste em chamá-lo propositalmente, realmente saia do papel, os vencedores serão os fãs ávidos por presenciar o ‘Cachorro Louco’ em ação mais uma vez dando razão ao estilo que lhe rendeu o apelido.

Caso não, ao menos vale o conflito entre os provocadores fora do octógono para aqueles que cultivam as artes marciais muito além do simples embate de lutadores em um sábado à noite (ou às quartas-feiras). Mas, como disse o brasileiro, basta o UFC querer. E, para isso, Dana White e companhia precisam ter a certeza de que o lucro será enorme. Bem maior do que qualquer quantia que possa ser paga aos atletas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.