Tribunal reduz punição do Nimes por manipular resultados na França
Mais Esportes|Do R7
Paris, 20 mai (EFE).- A Comissão Superior de Apelação da Federação Francesa de Futebol reduziu nesta quarta-feira a sanção imposta em primeira instância ao Nimes por manipulação de partidas, anulando o rebaixamento da equipe à terceira divisão. Em vez da queda, o clube permanecerá na segunda divisão, mas será punido com a perda de oito pontos na próxima temporada. O Comitê de Disciplina da Liga de Futebol Profissional (LFP) tinha ordenado o descenso do Nimes ao considerar comprovado que o clube combinou, através de dois de seus dirigentes, o resultado de quatro das sete partidas consideradas suspeitas. A comissão reduziu também a pena dos dirigentes punidos com diversas suspensões, exceto o ex-presidente do Nimes Jean-Marc Conrad, que não recorreu da decisão em primeira instância. As conclusões do relatório, divulgadas no início de março pelo jornal "L'Équipe", revelavam uma "carência significantemente voluntária do nível de jogo" na partida entre Caen e Nimes, realizada no dia 13 de maio de 2014, "o que pressupõe um acordo prévio" antes da partida. O relatório concluiu que o Caen, que abriu o placar aos 20 minutos do primeiro tempo, permitiu o empate do Nimes antes do intervalo. E no segundo tempo, ambos os times trabalharam "para preservar a igualdade" no placar. Além disso, os investigadores analisaram as telefonemas interceptados entre o presidente do Caen, Jean-François Fortin, e o do Nimes, Jean-Marc Conrad, minutos antes do jogo. Conrad fala repetidas vezes que o empate serviria para as duas equipes e comenta sobre um "presente" para o dirigente do Caen. Depois, o Nimes enviou ao dirigente adversário vários lotes de garrafas de vinho. "Com esses elementos, os investigadores concluem que houve um entendimento antes do início da partida entre ambas as equipes", indicou o relatório. Além do jogo com o Caen, outras seis partidas da segunda divisão, todas com participação do Nimes, foram investigadas pela LFP, mas a tentativa de manipulação só foi comprovada em quatro. EFE lmpg/lvl












