Treinador argentino tenta afastar favoritismo antes de estreia na Copa
Mais Esportes|Do R7
O treinador Alejandro Sabella tentou afastar a pressão neste sábado antes da estreia da Argentina na Copa do Mundo contra a Bósnia no domingo, rejeitando qualquer favoritismo e ressaltando as dificuldades da primeira partida.
"Não gosto da palavra favoritos, vamos deixá-la para os outros. O futebol está cada vez mais parelho. A palavra favorito perde cada vez mais o significado", disse Sabella em uma entrevista coletiva à imprensa no Maracanã.
Sabella se referiu dessa forma aos primeiros resultados da Copa, com a difícil vitória do Brasil sobre a Croácia por 3 a 1, a humilhante derrota da Espanha para a Holanda por 5 a 1 e a surpreendente queda do Uruguai diante da Costa Rica por 3 a 1.
O treinador argentino considerou que o primeiro jogo de uma Copa do Mundo "é muito difícil porque há muita pressão".
A 24 horas da estreia de sua equipe, o treinador não quis revelar a equipe titular, explicando que quer avaliar "até a última hora" quais jogadores estarão em melhores condições para enfrentar noventa minutos".
Sabella enviou uma mensagem de agradecimento aos seus compatriotas que serão maioria no Maracanã e prometeu que sua equipe vai se esforçar ao máximo.
"Temos uma responsabilidade que é a camisa que temos que vestir, temos que fazer jus a todas essas coisas", afirmou.
Nos treinos da semana em Belo Horizonte, Sabella ensaiou um esquema ofensivo 4-2-3-1 com os chamados 'Quatro fantásticos' liderados por Messi no ataque, e depois um conservador 5-3-2, seu sistema favorito usado em um amistoso contra a Bósnia em novembro do ano passado vencido pela Argentina por 2 a 0.
Sabella não quis dar pistas, mas admitiu que jogar com cinco defensores "é uma possibilidade".
"Às vezes, você coloca quatro atacantes e eles batem cabeça. E quando se perde a bola, você tem quatro jogadores a menos para recuperá-la. É bastante relativo a quantidade, é preciso ver a qualidade", afirmou.
"Não se pode atacar bem sem defender bem. E também digo que não se pode defender bem sem atacar bem. Temos que manter uma ordem e tentar fazer as duas coisas bem", prosseguiu o discípulo de Carlos Bilardo, último técnico a ser campeão mundial com a Argentina em 1986, conhecido adotar um estilo defensivo.
Caso adote um 5-3-2, a equipe titular será formada por Sergio Romero; Pablo Zabaleta, Federico Fernández, Ezequiel Garay, Martín Demichelis e Marcos Rojo; Maxi Rodríguez, Javier Mascherano y Angel Di María; Lionel Messi e Sergio Agüero.
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