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Treinador afasta críticas, defende desempenho de Shogun em derrota no UFC e elogia Chael Sonnen

Renato ‘Babalu’ Sobral participou do camp do ex-campeão para seu último desafio 

Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

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Renato 'Babalu' Sobral se aposentou do MMA em 2012
Renato 'Babalu' Sobral se aposentou do MMA em 2012

A derrota de Maurício ‘Shogun’ por finalização para o falastrão Chael Sonnen, ainda no primeiro round, deu força à nova onda de críticas para o ex-campeão dos meio-pesados (93 kg), que há anos luta contra a inconstante fase da carreira.

Responsável por coordenar o camp do curitibano, ao lado de Roberto ‘Gordo’ e Glauber Feitosa, o ex-lutador Renato ‘Babalu’ falou com exclusividade ao R7 e, comparando o desempenho do amigo, afastou qualquer análise negativa além de uma casual derrota.


— Olha, a tática era lutar em pé e defender as quedas. O Shogun estava bem, foi derrubado, levantou e derrubou o Sonnen. Foi derrubado de novo e não foi feliz na raspagem. Ele estava bem na luta, mas o Sonnen foi muito bem e fez o dele, agiu de forma correta e finalizou.

Conhecedor de longa data do jogo de Shogun, com quem mediu forças em 2003 e dividiu o tatame nos fortes treinos da Kings MMA, Babalu também enalteceu o desempenho do atleta na preparação para o combate, e que a fatalidade ocorreu como fator comum a qualquer combate.


— Não vou mentir, a finalização me surpreendeu muito. O Shogun defende bem aquela posição. Mas não foi uma coisa absurda, não foi erro técnico absurdo. Temos que pensar que luta é luta. Claro, as críticas são normais, mas todo mundo viu que ele estava treinado.

Recém-aposentado dos ringues e dedicado ao treinamento de jiu-jitsu em sua academia na Califórnia, tanto para novos atletas como para profissionais de MMA, Babalu acumulou incrível cartel de 37 vitórias e 11 derrotas, incluindo participações nos principais eventos do mundo, como UFC, onde chegou a disputar o título dos meio-pesados, Rings e Strikeforce.


Tanta bagagem, “não apenas de luta, mas principalmente de treinos fortes”, seu corpo o obrigou a parar, como ele mesmo diz. Ao todo, foram nove cirurgias que somadas à lesões corriqueiras de um atleta profissional e a queda do poder de recuperação fizeram com que o veterano de quase 38 anos pendurasse as luvas.

— Vou dizer algo que não disse ainda. Se eu continuasse a treinar, ficaria inutilizado. Gosto de treinar, mas, se continuasse como profissional, nem meu treino de amador seria possível fazer. Minha cabeça não aguenta mais receber pancada. Qualquer soco me deixa tonto e a recuperação demora mais. Não tenho mais essa energia, pois sempre treinei muito forte, utilizei meu corpo no máximo, e tem uma hora que ele cobra.

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