Torcida brasileira se aquece para Olimpíada em casa e ganha elogios
Mais Esportes|Do R7
Por Caio Saad
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com a primeira participação do Brasil nos Jogos Rio 2016, a vitória da seleção feminina de futebol por 3 X 0 sobre a China nesta quarta-feira, a torcida brasileira iniciou o clima olímpico e recebeu elogios das atletas.
Embora a competição de futebol tenha se iniciado antes da cerimônia de abertura, que irá ocorrer no Maracanã na sexta, a torcida presente no Estádio Olímpico, o Engenhão, pôde começar a sentir o gosto de como será a primeira Olimpíada da América do Sul.
"Acho que o pessoal está começando a prestar atenção, mas depois da cerimônia de abertura vai ficar melhor, vai todo mundo se juntar pra assistir e acompanhar", disse Miguel Salid, de 46 anos.
O público no estádio foi de 27.618, algo raro para o futebol feminino.
"A gente está acostumada a jogar fora com a torcida contra nós e poder jogar aqui com estádio quase lotado é uma emoção muito grande, principalmente em momentos que a gente erra, e eles dão apoio, fiquei muito feliz", disse a zagueira Monica em entrevista coletiva.
Apesar do apoio, algumas tentativas de puxar músicas foram ignoradas por boa parte dos espectadores, mas, segundo a veterana Formiga, que participa de sua sexta Olimpíada, a tendência do público é aumentar ainda mais.
"Foi fantástico. O que a gente pensa é que a cada jogo venha a aumentar o público. O primeiro passo foi dado, tendo essa vitória, que só dá mais confiança não só para o grupo, mas também para os torcedores, que começam a vir para o estádio nos ajudar", disse após a partida.
Uma das grandes preocupações de espectadores e organizadores, a segurança não deixou a desejar. O policiamento reforçado e a grande presença de funcionários e voluntários para auxiliar é uma diferença clara para quem frequenta o estádio em jogos de clubes do Rio de Janeiro.
"Vim com meus dois filhos sem problema nenhum, bastante policiamento aqui dentro e nas redondezas e muitos funcionários ajudando também", disse o funcionário público Vander Moraes, de 62 anos.
"Normalmente isso aqui tem poucos funcionários para dar informação, hoje tem bastante gente, o que ajuda muito", acrescentou.





