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BRASILEIRO 2022

Thiago Pereira sobre seu recorde: "É uma coisa maravilhosa"

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Toronto (Canadá), 18 jul (EFE).- O nadador brasileiro Thiago Pereira disse neste sábado que ser o atleta com maior número de medalhas da história dos Jogos Pan-americanos, com 23, é "uma coisa maravilhosa" . "É maravilhoso estar vivendo tudo isto. Não foi uma coisa que veio do dia para a noite, foi algo que fui construindo pouco a pouco, ano a ano", afirmou após ser prata na prova dos 200 metros medley individual. Depois, Tiago ganhou o ouro no revezamento 4x100 medley, embora não tenha participado da final, mas foi merecedor da medalha por ter nadado na classificação. Desta forma, com 23 medalhas, superou o ginasta cubano Erick López como o desportista pan-americano mais premiado. "Nos Jogos de Santo Domingo 2003, meu primeiro pan-americano, nunca imaginei estar vivendo isto agora, foi uma coisa que foi acontecendo de um ciclo olímpico para o seguinte", afirmou. "Em 2015, após 12 anos dos meus primeiros Pan-Americanos consegui". Tiago destacou que esta competição é "muito importante para os brasileiros porque é uma miniolimpíada; é um momento único". O medalhista olímpico considerou que sua desqualificação na quinta-feira na prova de 400 medley que tinha vencido o afetou, mas que o esporte não são apenas vitórias e teve que "erguer a cabeça" e "superar" para conseguir hoje as duas medalhas que lhe faltavam para superar o recorde de López. "Não sei se voltarei a um pan-americano. Podem acontecer muitas coisas, são quatro anos e muita coisa pode acontecer", disse Tiago, que, disse, prefere viver o presente, pois nunca se sabe "o que virá amanhã e é preciso desfrutar este presente tão maravilhoso". Enquanto isso, espera ajudar os jovens nadadores brasileiros Brandonn Almeida e Henrique Rodrigues, que estão começando e vão ser o "futuro" da natação brasileira. Questionado pela Efe pelo fato de ter ganhado duas medalhas de ouro sem ter competido na final, os revezamentos de 4x100 estilo livre e de 4x100 medley, considerou que, apesar da natação ser um esporte individual, os nadadores brasileiros são uma "equipe". "Temos que pensar mais nisso, porque não há nada maior que nossa bandeira e representar nosso país", opinou, embora tenha reconhecido que teria gostado de participar da final, mas foi uma "decisão técnica" e deve respeitá-la. EFE abm/asc (foto) (vídeo)

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