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BRASILEIRO 2022

Terceiro goleiro do Internacional, Alisson virou titular da seleção de Dunga

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A trajetória do goleiro Alisson, que deverá ser titular da seleção brasileira na disputa da Copa América Centenário, é uma exceção quando se trata de um terceiro goleiro. Ele assumiu o gol do Internacional no dia 12 de outubro de 2014. Depois de um ano, tornou-se titular da seleção brasileira.

Para completar a ascensão incomum, o arqueiro de 23 anos, que era conhecido apenas como o "irmão do Muriel", goleiro cinco anos mais velho, fez a sua despedida no Campeonato Gaúcho e será o reforço da Roma na próxima temporada. Foi contratado por 5 milhões de euros (R$ 20 milhões).


Para ser titular do Internacional, então comandado pelo técnico Abel Braga, Alisson Becker contou com a expulsão de Dida na goleada de 5 a 0 sofrida para a Chapecoense e com a lesão de Muriel. Ele entrou na partida contra o Fluminense, fez defesas importantes e segurou a vitória por 2 a 1. Virou titular.

Com a seleção, a sequência de fatos foi semelhante. Foi chamado como o terceiro goleiro para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Jefferson, do Botafogo, era o titular, e Marcelo Grohe, do Grêmio, o seu reserva imediato. Jefferson não foi bem na derrota para os chilenos por 2 a 0, em Santiago, e já vinha sendo contestado por atuar na Série B. Grohe sofreu uma lesão no ombro em meio aos treinos e foi cortado. Uma vez mais, sobrou para Alisson. Ele atuou em jogos fáceis, contra Chile e Venezuela, depois segurou a Argentina em Buenos Aires. Na Copa América Centenário, seu grande concorrente será Diego Alves, do Valencia.


De acordo com a comissão técnica do Internacional, Alisson tem grande qualidade técnica e física, além de personalidade forte, características que foram valorizadas por Claudio Taffarel, atual preparador de goleiros da seleção brasileira. Ele não é espalhafatoso e evita declarações polêmicas, o que agrada ao técnico Dunga.

Waldir Joaquim de Morais, um dos maiores goleiros da história do Palmeiras, afirma que ele ainda precisará de novos testes para se firmar. "Seria importante vê-lo em jogos com uma grande pressão por mais tempo", diz o ex-goleiro. "Mas tem grande potencial técnico".


NA INGLATERRA - Richard Wright, terceiro goleiro do Manchester City, anunciou na semana passada o encerramento da sua carreira. Contratado em agosto de 2012, ele não atuou nenhuma vez em quatro anos de contrato. De acordo com a imprensa inglesa, o fato curioso de sua aposentadoria foram seus rendimentos. O arqueiro de 38 anos recebeu 1,4 milhão de libras (R$ 7 milhões) em quatro anos de contrato sem ter entrado em campo. Wright recebia 7 mil libras por semana (R$ 35 mil).

Os valores estão muito distantes da realidade dos goleiros brasileiros. A equipe do Bangu, por exemplo, onde atua o terceiro goleiro Romário Fraga, tem um teto salarial de R$ 5 mil. Os clubes da Série A costumam pagar entre R$ 5 mil e 20 mil para um goleiro reserva.


Wright não disputava uma partida oficial desde 2011, quando atuou pelo Ipswich Town diante do Reading. Ele também esteve na seleção inglesa e assegurou duas vitórias em amistosos: em 2000, diante de Malta, e em 2001, contra a Holanda.

A comissão técnica do Manchester City nunca cogitou escalar Wright como titular. O mais perto que o veterano chegou de jogar oficialmente foi nos momentos em que o titular John Hart se lesionava e Willy Caballero virava o titular.

Embora não tenha jogado, Wright cumpriu um papel relevante. Ele é inglês, o que ajudava o clube a cumprir a cota de jogadores locais exigida no país. Como ele tem a intenção de se tornar treinador ou preparador de goleiros, sua passagem pelo clube foi uma espécie de treinamento e preparação.

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