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BRASILEIRO 2022

Técnico do Irã reclama de material esportivo da seleção

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A um mês do início da Copa do Mundo, uma nova polêmica estremeceu as relações entre o técnico da seleção do Irã, o português Carlos Queiroz, e a Federação do país. Desta vez, o motivo foi a baixa qualidade do material esportivo.

Após uma tardia concentração na África do Sul com uma equipe incompleta e uma larga negociação para a prolongação do contrato de Queiroz, a Federação iraniana deve responder agora pela baixa qualidade do material esportivo que será usado no Mundial brasileiro.


Na véspera de iniciar o último estágio da preparação na Áustria, Queiroz criticou abertamente a qualidade da vestimenta fornecida pela marca alemã Uhlsport.

De acordo com o técnico português, "o equipamento não está adaptado para jogar em condições de umidade extrema" como aconteceu nos "cruciais" duelos contra Catar e Coreia do Sul, nas eliminatórias asiáticas.


Queiroz também reclamou do tamanho dos calçados, "de tamanho 34 para pessoas que calçam 44", e sobre a escassez de peças, "ao dar a cada jogador apenas uma jaqueta".

Os jogadores também mostraram-se críticos ao equipamento fornecido.


"Nos deram shorts tamanho L. Depois da primeira lavagem, viraram tamanho S", disse o atacante Karim Ansarifard.

Outro atacante, Mohammad Reza Khalatbari, que usava a mesma marca esportiva em seu antigo clube, o Sepahan, garante que os produtos são diferentes.


"Eu não sei o que é isto que nos deram. Quando algo não serve, deveríamos admitir que existe um problema", declarou o jogador.

O presidente da Federação, Ali Kafashian, negou que o material esteja defeituoso.

"A marca fabrica as camisas com a mesma qualidade", disse, mandando um recado para Queiroz: "Roupa suja se lava em casa".

Contactado pela AFP, Vahid Jafari, representante da Romario Sports, empresa com sede em Dubai que forneceu o equipamento, não quis comentar, mas seu representante no Irã, Mahmoud Piri, negou categoricamente qualquer problema.

"É claro que não é verdade. Uma empresa reconhecida internacionalmente não arriscaria sua credibilidade fabricando uma camisa de má qualidade. Os especialistas dizem que a camisa não encolhe e, mesmo se isto fosse verdade, não seriam dez centímetros, como afirma Queiroz", explicou Piri.

A polêmica, segundo ele, deve-se a um "conflito pessoal" e desavenças financeiras entre o treinador e o provedor esportivo.

No domingo, Queiroz, visivelmente irritado, falou das tais desavenças. "Eu dei a autorização ao meu advogado para que publique todos os documentos referentes ao meu problema pessoal, que provam como essa gente (Romario Sports) se comportou comigo nos últimos anos".

"Se devo dinheiro, então tenho um problema com Deus e com vocês. Não quero ser o problema da seleção nacional. Temos uma partida importante contra a Nigéria (16 de junho, na estreia na Copa) e, para mim, qualquer pessoa que perturba o ambiente da seleção iraniana é um torcedor da Nigéria", completou o português.

O Irã participará no Brasil pela quarta vez de uma Copa do Mundo, após 1978, 1998 e 2006. Em todas, foi eliminado na primeira fase.

A seleção iraniana integra o Grupo F do Mundial brasileiro, junto com Argentina, Nigéria e Bósnia.

bur-cyj/pm/am/lg/dm

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