Técnico de time russo se desculpa por ofensa racista
Mais Esportes|Do R7
O técnico do Rostov, clube da primeira divisão russa, veio a público nesta segunda-feira para pedir desculpas pelos comentários racistas feitos por ele na última sexta. Há três dias, Igor Gamula disse que o time já tinha "suficientes jogadores negros, já temos seis dessas coisas" ao ser perguntado sobre a possível contratação do zagueiro camaronês Benoit Angbwa. O episódio gerou revolta no próprio elenco e alguns atletas ameaçaram entrar em greve.
De acordo com Paul Mitchell, empresário do zagueiro sul-africano do Rostov Siyanda Xulu, cinco jogadores africanos ameaçaram não treinar nesta segunda. "Eles não estão preparados para treinar sob comando do atual treinador", afirmou em entrevista à agência The Associated Press.
Mas Gamula garantiu que pediu desculpas ao elenco antes do treinamento e que os jogadores que haviam ameaçado a greve participaram normalmente da atividade. "Eu nunca dividi os jogadores entre bom e ruim, estrangeiros ou russos. Fiquei em choque, extremamente preocupado e não dormi por dois dias. Eu não quis insultar ou chatear ninguém", disse o treinador.
Apesar da tentativa de Gamula de contemporizar o episódio, Paul Mitchell acredita que o treinador não será mantido no cargo, até pela má imagem que deixou na cidade de Rostov, que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2018.
"Se Rostov optar por manter alguém nesta posição, que apareceu e disse algo deste nível, então eu acho que seria muito prejudicial para eles como uma cidade que vai estar na Copa do Mundo em 2018. Nós não achamos que ele deveria ficar neste trabalho", apontou.













