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Supervisor do Cruzeiro revela que já subornou árbitro em Minas

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Há quatro décadas como funcionário do Cruzeiro, o atual supervisor de futebol do clube, Benecy Queiroz, concedeu uma entrevista polêmica nesta segunda-feira. O dirigente, falando à Rede Minas, contou que, no passado, já tentou subornar um árbitro para que beneficiasse o Cruzeiro. Pelo relato, ele chegou a pagar o juiz, que não ajudou o clube conforme combinado.

Benecy não deu muitos detalhes sobre o jogo em questão, nem sobre quando o episódio ocorreu. Ele citou que o técnico do time era Ênio Andrade, que trabalhou no Cruzeiro por três oportunidades entre 1989 e 1995, e que o goleiro era Vitor, que chegou em 1971 e saiu em 1984. Assim, os dados são imprecisos.


"O treinador era Ênio Andrade, e nós, através de indicação de uma pessoa, achamos que compramos o juiz. E o juiz falou: 'Olha, fique tranquilo que o time adversário não sai do meio-campo'. Nos 45 primeiros minutos, ele deu muita falta só no meio do campo. Só que, por azar nosso, o adversário chutou uma bola do meio do campo, no ângulo, gol. O juiz continuou dando falta só no meio, só no meio", relatou o dirigente.

Ele prosseguiu: "Na época a gente podia entrar no gramado, aí uma hora eu falei com ele (o árbitro): 'Ô velho, eu paguei você. Vê se dá o pênalti'. Aí ele falou: 'Manda seu time ir lá para frente que dou o pênalti'. Aí eu falei com o capitão: 'Manda todo mundo ir para frente, temos que empatar o jogo'. Foi para frente, mas toda bola ele dava falta contra o Cruzeiro. Então cheguei a conclusão que empreguei o dinheiro errado". O Cruzeiro ainda não se pronunciou sobre o caso.

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