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Suárez foi tratado como "cão", diz avó desconsolada

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Por Malena Castaldi

(Reuters) - O atacante uruguaio Luis Suárez foi vitimado injustamente com sua "bárbara" expulsão da Copa do Mundo por morder, disse a desconsolada avó do jogador na quinta-feira.


"Todo mundo sabe o que fizeram a Luis. Eles o queriam fora da Copa do Mundo. Perfeito, conseguiram. Eles o expulsaram como um cão", disse à Reuters uma chorosa Lila Píriz Da Rosa, falando de Salto, cidade-natal de Suárez, no noroeste do Uruguai.

Lila, que tem 22 netos, disse que as autoridades do futebol estavam atrás de Suárez desde o início.


"Isso foi de propósito", disse ela sobre as sanções impostas ao brilhante mas volúvel Suárez, que acumula três punições por morder e uma por racismo.

Na quinta, a Fifa suspendeu o jogador de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses e proibiu sua atuação pelo Uruguai por nove jogos de competição, por ele ter mordido o zagueiro italiano Giorgio Chiellini.


"Eles tinham os olhos atentos nele para ver o que faria. É bárbaro o que fizeram com ele", acrescentou Lila.

Suárez, que teve uma infância humilde e difícil em Salto, a cerca de 500 km de Montevidéu, embarcou para o Uruguai ainda na quinta-feira.


Ele se mudou para Montevidéu aos seis anos.

"Sou sua avó e amo muito meu garoto!", disse Lila. "Não me faça mais perguntas, por favor."

Cerca de 500 torcedores foram ao aeroporto internacional de Carrasco, em Montevidéu, mostrar solidariedade a Suárez e gritar seu nome. Alguns esperaram por horas, segurando bandeiras do Uruguai, pôsteres de Suárez e réplicas da taça da Copa do Mundo.

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