Shaqiri, a nova cara da seleção Suíça
Mais Esportes|Do R7
Pequeno, mas forte: Xherdan Shaqiri encarna, aos 22 anos, a nova cara de uma seleção da Suíça que baseia seu sucesso nos jovens talentos oriundos da imigração balcânica.
Com apenas 1,69 m, "XS" fica na sombra dos astros do Bayern de Munique, clube que o contratou há dois anos por 12 milhões de euros para ser o reserva de luxo de Franck Ribéry. Na seleção suíça, porém, o filho de imigrantes do Kosovo tem papel fundamental.
Com sua visão de jogo, qualidade no drible e força mental, Shaqiri é a incontestável chave do meio-campo da 'Nati', a equipe nacional. Jogador polivalente, ele traz um pouco de alegria a um futebol conhecido por armar retrancas.
"Shaqiri tem classe, tem instinto e sempre se mantém calmo com a bola no pé", elogia o técnico da seleção suíça, o alemão Ottmar Hitzfeld. "Xherdan é um jogador fundamental. Sem ele, nossa força ofensiva não é a mesma", concorda o assistente do treinador, Michel Pont.
Os problemas físicos, porém, vêm freando a carreira do jogador. Nos últimos sete meses, Shaqiri acumulou três lesões na coxa direita. Com isto, foram apenas 10 partidas como titular do clube bávaro na temporada.
Mesmo sendo utilizado como um trunfo no clube alemão, Shaqiri exibe aos 22 anos um histórico de conquistas impressionante, com títulos de Bundesliga, Copa da Alemanha, Supercopa alemã, Supercopa europeia, Mundial de clubes e, principalmente, da Liga dos Campeões. Hoje, seu passe é avaliado em 20 milhões de euros.
Estas conquistas deixariam qualquer um de salto alto, mas Shaqiri mantém-se humilde. Ele não esquece as raízes. Os pais fugiram de uma ex-Iugoslávia em guerra, quando Xherdan tinha apenas um ano. Para dar condições de vida à família de quatro filhos, a mãe trabalhava como faxineira, enquanto o pai era operário.
Com apenas 10 anos, Shaqiri entrou nas categorias de base do FC Basel. Em 2009, estreou nos profissionais e tornou-se uma das grandes revelações, ajudando o clube a conquistar o Campeonato e a Copa da Suíça.
Na Copa da África do Sul-2010, a 'Nati' não passou da primeira fase e Xaqiri ficou em campo por apenas 13 minutos. Quatro anos depois, "XS" tem outras ambições para uma equipe que jamais passou das quartas de final.
"Nunca seremos a Espanha, a Alemanha ou o Brasil, mas somos uma equipe jovem e talentosa que pode surpreender", alertou o jogador.
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