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BRASILEIRO 2022

Shakhtar e Bayern empatam em jogo ruim, e decisão da vaga fica para Munique

Mais Esportes|Do R7

Lviv (Ucrânia), 17 de fev.- Sob uma temperatura de -5º graus, Shakhtar e Bayern de Munique fizeram um jogo ainda mais frio nesta terça-feira na Arena Lviv, e, sem quase criar reais chances de gol, não saíram do 0 a 0 na partida de ida pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. Com o resultado, a decisão da vaga na próxima fase da 'Champions' ficou para o dia 11 de março, na Allianz Arena, em Munique. O Bayern precisa apenas de uma vitória simples para se classificar. Qualquer empate com gols coloca o Shakhtar nas quartas de final. Um novo 0 a 0 leva o jogo para a prorrogação e, caso a igualdade se mantenha, à disputa de pênaltis. Para o confronto frente a um dos principais favoritos ao título, o técnico Mircea Lucescu não fez mistério sobre a escalação titular antes da partida. Para o lugar do meio-campista Stepanenko, suspenso, o técnico romeno apostou em Fred, o sexto nos 11 que começaram o jogo pelo Shakhtar. Pelo lado alemão, Josep Guardiola acabou confirmando as principais mudanças previstas antes do confronto. Boateng voltou à zaga no lugar de Benatia. Rafinha, Xabi Alonso e Ribéry, que já tinham atuado pelo Campeoanto Alemão no fim de semana, foram mantidos no time. Com o frio intenso na Arena Lviv, as duas equipes pareciam congeladas em campo, pelo menos no aspecto criatividade. Até os 25 minutos da etapa inicial, apesar de muita correria e alguns atritos entre os atletas, os dois times tinham chutado apenas duas vezes em direção ao gol, uma para cada lado e ambas para fora. A tentativa do Bayern, contudo, assustou o goleiro Pyatov. Logo aos 2 minutos, Robben fez sua tradicional jogada. Recebeu pela direita, cortou para o meio e cruzou para Schweinsteiger, livre na área. O volante alemão tentou emendar uma espécie de voleio e a finalização passou perto da trave direita do Shakhtar. Foi quando o Bayern começou a controlar as ações da partida, chegando a ter 70% da posse de bola. Porém, o domínio característico dos times de Guardiola não se transformava em chances claras de gol para a equipe bávara. O mesmo ocorria com o time ucraniano quando recuperava a bola. A outra chance de relativo perigo ocorreu aos 30 minutos. Robben pressionou a saída de bola e conseguiu tocar de cabeça para Ribéry, que encontrou Müller dentro da área. O artilheiro alemão, livre, tentou chegar de carrinho, mas o chute saiu muito alto. A segunda etapa começou sem alterações, tanto entre os jogadores no campo como na dinâmica do duelo. O Bayern seguiu pressionando, mesmo atuando fora de casa, enquanto o Shakhtar aguardava a melhor oportunidade de contra-atacar, aproveitando a velocidade e a habilidade da dupla formada por Taison e Douglas Costa pelas alas. Seguindo o roteiro do primeiro tempo, os bávaros deram um novo susto logo nos minutos iniciais. Aos 2 minutos, Schweinsteiger recebeu aberto na esquerda e rolou para área. Xabi Alonso chegou junto com Alex Teixeira na bola e ficou pedindo pênalti. Na sobra, Götze chutou firme, mas o remate acabou desviado pela zaga. No entanto, as atitudes dos atletas sem a bola nos pés esquentavam mais a temperatura da Arena Lviv. E o tempo fechou pelo menos duas vezes. Primeiro, aos 13 minutos, logo após um desentendimento, Douglas Costa deixou o cotovelo no rosto de Ribéry, levando apenas cartão amarelo pelo lance. Dois minutos depois, Luiz Adriano deu carrinho duro em Alonso, mas não foi punido pelo árbitro espanhol Alberto Undiano Mallenco. O volante espanhol do Bayern, que completava seu 100º jogo na 'Champions' acabou expulso aos 19. Alex Teixeira ia puxando um contra-ataque quando foi derrubado por trás por Alonso, que já tinha sido punido em um lance bobo no primeiro tempo e recebeu o segundo cartão amarelo pela falta. Preocupado em não levar gols fora de casa, Guardiola adotou uma postura conservadora. Tirou Müller de campo para a entrada de Badstubber, com a missão de recompor o setor defensivo. E colocou Lewandowski no lugar de Götze para explorar as bolas paradas. Mesmo com um jogador a menos e da pressão do Shakhtar na saída de jogo, o Bayern manteve a posse de bola. Mas produzia menos ainda do que quando tinha 11 atletas em campo. A aposta de Lucescu para tentar a vitória, claro, viria da legião de brasileiros na Ucrânia. Marlos, ex-São Paulo e Coritiba, e Wellington Nem, ex-Fluminense, substituíram Douglas Costa e Taison, respectivamente. Mas nem mesmo os dois atletas, conseguiram tirar a monotonia do confronto, que só voltou esquentar aos 37 minutos. Robben partiu pela esquerda, cortou para o meio e chutou à meia altura. Rakytskyi acabou caindo após o drible do holandês e, já no chão, tocou com a mão na bola. Apesar das reclamações dos jogadores do Bayern, o árbitro mandou o jogo seguir, adiando a decisão da vaga para a partida de volta na Alemanha. Ficha Técnica:. Shakhtar: Pyatov; Srna, Rakytskyi; Kucher e Shevchuk; Fernando, Fred, Douglas Costa (Marlos) e Alex Teixeira; Luiz Adriano (Gladkiy) e Taison (Wellington Nem). Técnico: Mircea Lucescu. Bayern de Munique: Neuer, Rafinha, Boateng, Alaba e Bernat; Xabi Alonso, Schweinsteiger, Ribéry e Götze (Lewandowski); Robben e Müller (Badstubber). Técnico: Josep Guardiola. Cartões Amarelos: Srna, Douglas Costa e Fred (Shakhtar); Rafinha, Alonso, Boateng e Schweinsteiger (Bayern de Munique). Cartão Vermelho: Alonso (Bayern de Munique). Árbitro: Alberto Undiano Mallenco (Espanha), auxiliado pelos compatriotas Roberto Díaz Pérez e Raúl Cabanero Martínez. Estádio: Arena Lviv, em Lviv (Ucrânia). EFE lvl/id

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