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Semi entre São Paulo e Atlético Nacional reúne times com planejamentos opostos

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O primeiro finalista da Copa Libertadores sairá de um duelo de clubes com planejamentos distintos para montar o elenco. O Atlético Nacional, de Medellín, na Colômbia, mantém a mesma base desde 2012, tem a administração pautada pelo modelo empresarial dos donos e teve somente dois técnicos nos últimos quatro anos. Já o São Paulo, disputa a chance de chegar pela sétima vez à decisão com trocas de jogadores e, principalmente, de técnicos.

O encontro anterior entre os dois adversários, em 2014, pela semifinal da Copa Sul-Americana, é um exemplo das diferenças. Da escalação do Nacional na partida no Morumbi que selou a classificação, seis titulares vão iniciar o jogo desta quarta, no Atanasio Girardot. No time adversário, apenas Michel Bastos representou o São Paulo na ocasião e deve atuar repetir a presença.


"Toda a parte organizacional do Nacional trabalha com respeito, com uma filosofia e um projeto. Tudo é fruto de planejamento. Podemos perder, como foi o caso, até 12 jogadores, mas chegam pelo menos oito, que têm a ambição de superar os antecessores", explicou o técnico do time, Reinaldo Rueda. O colombiano está no cargo desde junho do ano passado, quando Juan Carlos Osorio saiu para dirigir o São Paulo.

Os dois foram os únicos comandantes do time nos últimos quatro anos. Enquanto o São Paulo teve oito treinadores diferentes, a diretoria do Nacional apostou em profissional de perfil parecido ao de Osorio para dar continuidade ao


trabalho. Rueda também fez estudos na Europa (na Alemanha) e foi escolhido por ter levado Honduras à Copa de 2010 e Equador para o Mundial de 2014.

Desde 1996 o Nacional é administrado pelo grupo Ardilla Lulle. O conglomerado tem empresas nas áreas de comunicações, bebidas e agronegócios. A gestão possibilitou reorganizar e profissionalizar a direção de uma equipe que nos anos anteriores, assim como outros clubes colombianos, tinha vínculos financeiros com traficantes.

Se os colombianos têm a mesma base desde 2012, o São Paulo chegou às semifinais graças a contratos curtos, quase emergenciais. O artilheiro da Libertadores, Calleri, tem contrato de empréstimo somente até o fim do mês. O zagueiro Maicon vivia condição parecida até semanas atrás, quando foi comprado. Outros titulares como o lateral Mena e atacante Kelvin têm vínculo por empréstimo somente até dezembro.

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