Seleção de Camarões não foi boa o suficiente para o torneio, diz técnico
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Por Mark Gleeson
SALVADOR (Reuters) - O time de Camarões mostrou alguns momentos de bom futebol em sua última partida na Copa do Mundo, nesta segunda-feira, mas pelo segundo torneio seguido a imagem que ficou para trás é a de uma equipe indisciplinada, tomada por conflitos e ganância.
Já eliminado matematicamente do Mundial e sem seu principal jogador, Samuel Eto’o, o time de Camarões deu trabalho para o Brasil em alguns momentos do primeiro tempo.
Joel Matip empatou a partida para os camaroneses após o primeiro gol de Neymar, antes de sua seleção ter cedido mais um gol ao Brasil --e a partir daí a situação mudou bastante.
"O primeiro tempo não foi tão ruim, mas precisamos ter foco durante os 90 minutos", disse o técnico Volker Finke.
"Não é a primeira vez que não nos concentramos durante todo o jogo, precisamos encontrar os motivos para isso; por três vezes tivemos a bola e a perdemos e estes gols (que perdemos) foram necessários", disse.
"O primeiro tempo foi bom, estávamos indo bem, mas também o Brasil mereceu vencer, está claro que eles criaram mais chances e que eles mereceram vender."
Mas a derrota por 4 x 1 em Brasília foi um dos pontos altos da seleção camaronesa, em mais uma Copa do país influenciada por episódios polêmicos.
A viagem da seleção parecia amaldiçoada desde o começo, quando os jogadores atrasaram sua saída de casa em protesto para tentar obter mais dinheiro de sua federação de futebol.
A polêmica fez com que eles entrassem enfraquecidos contra México e Croácia, tornando-se o primeiro país matematicamente eliminado do torneio.
Mas a decepção mesmo foi vista em campo, após a briga entre Benoit Assou Ekotto e seu colega de equipe Benjamin Mounkandjo perto do fim da segunda partida, colecionando mais um episódio do tipo à seleção camaronesa. Houve também o desnecessário cartão vermelho para o meia Alex Song, o sétimo camaronês a ser expulso em 19 jogos em Copas.
Mas, no final, o técnico Finke sugeriu que os chamados Leões Indomáveis, que participaram de mais Copas do Mundo do que qualquer outro país africano, simplesmente não eram bons o suficiente para o torneio.
"Há algumas coisas que foram positivas, mas isso não foi suficiente para a Copa do Mundo. Precisamos encarar a realidade e, como estamos, não é o suficiente para esta competição", afirmou o técnico alemão.
((Tradução Redação Rio de Janeiro 55 21 22237149))REUTERS SPA MPP





