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BRASILEIRO 2022

São-paulinos evitam falar da torcida e dizem que só vitória fará crise acabar

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Os jogadores do São Paulo, inclusive alguns dos agredidos no último sábado, talvez por receio da torcida, preferiram evitar o assunto e destacaram a necessidade de o time voltar a vencer para afastar a crise e se distanciar da parte de baixo da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro após o empate por 0 a 0 com o Coritiba, no Morumbi, pela 22ª rodada.

"Foi uma semana difícil para gente. Hoje era dia para se superar. Talvez não tenha sido a nossa melhor partida, mas brigamos pelo resultado e estamos passando por um momento complicado. Agora precisamos recuperar a confiança e vamos aproveitar esses dez dias para consertar o que está faltando", disse o volante Hudson.


O lateral-esquerdo Carlinhos, falou rapidamente no gramado. "O momento não é de falar sobre esse assunto (violência da torcida). Vocês sabem o que aconteceu e vamos focar no campo, porque a situação não está boa. Já passou e quanto mais a gente falar, mais vai aparecer coisa. Então, o melhor é focar dentro de campo, pois precisamos melhorar", se esquivou.

O goleiro Denis foi um dos poucos que comentou um pouco mais sobre a agressão. "A torcida tem o direito de cobrar, mas não pode invadir o nosso meio de trabalho. Já passei por isso em outro clube que eu jogava e fico triste, porque acredito que não será desta forma que vamos melhorar. A gente sabe que não estamos rendendo", comentou.

Após o jogo, a maioria dos atletas deixaram o Morumbi sem falar com a imprensa. No sábado, cerca de 400 torcedores invadiram o treino no CT da Barra Funda e agrediram Carlinhos, Wesley e Michel Bastos, além de cobrar a diretoria e os demais atletas.

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