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BRASILEIRO 2022

San Lorenzo entra no grupo dos campeões da Libertadores e encerra piadas

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Bruno Guedes. Redação Central, 23 dez (EFE).- O San Lorenzo era o único grande da Argentina que não havia conquistado o continente, e até viu sua sigla CASLA, se tornar piada, com o apelido de "Club Atlético Sin Libertadores de América", mas em 2014 essa história mudou, em uma trajetória que tem relação com um ilustre torcedor, o papa Francisco. Jorge Mario Bergoglio assumiu o comando da Igreja Católica em março de 2013, quando o tradicional clube do bairro de Almagro, em Buenos Aires, lutava para evitar o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Argentino. Desde então, a ascensão foi meteórica. Depois de vencer o Torneio Inicial no segundo semestre do ano passado, a equipe foi atrás do tão sonhado título da Libertadores. A vaga nas oitavas de final, no entanto, veio com muita dificuldade e apenas na última rodada, com vitória sobre o Botafogo por 3 a 0, no estádio Nuevo Gasómetro. A condição de de carrasco de brasileiros foi se confirmando fase a fase, já que, além do Alvinegro carioca, que acabou eliminado ainda no grupo 2, o San Lorenzo despachou o Grêmio, nos pênaltis, e o Cruzeiro, último time do país na competição. Nas semifinais, a vítima foi o Bolívar, que chegou a ser goleado por 5 a 0, na Argentina. A decisão envolveu os times de pior campanha na fase de grupos, já que além do Ciclón, segundo pior vice-líder de chave, também chegou o Nacional, do Paraguai, "lanterna" entre os segundos colocados. Na ida, em Assunção, houve empate em 1 a 1. Na volta, no Nuevo Gasómetro lotado, o meia Néstor Ortigoza marcou aos 35 minutos do primeiro tempo, e garantiu o inédito título da Libertadores. Em dezembro, o clube de Almagro disputou o Mundial de Clubes da Fifa. Depois de tantos "milagres", o papa conseguiu ver sua equipe levantar a taça. O San Lorenzo passou nas semifinais pelo Auckland City, na prorrogração, mas perdeu na decisão para o Real Madrid por 2 a 0. O ano, no entanto, não foi de sorrisos só para os torcedores do 'Ciclón'. O River Plate esteve perto de dominar o futebol dentro do país, ganhando o Torneio Final no primeiro semestre, e sendo vice do Torneio de Transição no segundo. Comandada no primeiro semestre por Ramón Díaz e no segundo por Marcelo Gallardo, a equipe apagou completamente o fantasma de 2011, ano que ficou marcado pelo rebaixamento para a segunda divisão, o primeiro da história do clube. De quebra, o River ainda quebrou o jejum de títulos continentais que perdurava desde 1997, quando a equipe conquistou a Supercopa da Libertadoes, superando o São Paulo na decisão. Os 'Millonarios' venceram a Copa Sul-Americana de maneira invicta, batendo o Nacional de Medellín na final. O ponto alto da campanha, no entanto, aconteceu na semifinal, quando o eliminado foi o maior rival, Boca Juniors. Na ida, em La Bombonera houve empate em 0 a 0, e na volta, no Monumental de Nuñez, o talentoso meia Leonardo Pisculichi fez o gol que garantiu a vitória por 1 a 0 e a classificação. A alegria em 2014 só não foi total porque o Racing conseguiu levantar a taça nacional no fim do ano. A equipe que nos dois torneios da temporada 2013/2014 amargou as últimas colocações e sofria ameaça de rebaixamento - que acabou descartada por mudança no regulamento - conseguiu arrancar para tirar o grito de campeã da garganta. Os comandados de Diego Cocca passaram a metade do campeonato em posições intermediárias, mas ficaram invictos da sétima até a 19ª e última rodada. A vitória sobre o River faltando três jogos para o fim do torneio valeu a tomada da liderança do rival direto. A taça foi garantida com a vitória sobre o Godoy Cruz, em casa, por 1 a 0, com gol do meia Ricardo Centurion. A festa da torcida foi grande, pelo fim do período de 13 anos sem títulos, e também por isso acontecer com um grandes ídolos no elenco, o atacante Diego Milito, que voltou da Itália para defender o time do coração. A Argentina, no entanto, teve ano conturbado por causa da mudança de regulamento, estruturado a partir do rebaixamento do Argentinos Juniores, no meio do ano passado. Antes, Independiente e River já tinha passado temporada na segunda divisão. Sob a justificativa de tornar o calendário anual, ao invés de seguir o sistema europeu, os dirigentes do país criaram o Torneio de Transição, disputado no segundo semestre, em que não haveria rebaixamento, e definiram que 30 equipes participariam na competição em 2015, entre eles o Argentinos Juniors. Na América do Sul, entre os países que têm dois campeonatos nacionais em um ano, o grande destaque foi o Libertad, vencedor do Clausura e do Apertura paraguaio, feito que ninguém conseguiu repetir. No Chile, as taças ficaram com Colo-Colo e Universidad do Chile, na Colômbia com Nacional de Medellín e Independiente Santa Fé, no Uruguai com Montevideo Wanderers e Nacional, e além disso, o Danubio foi campeão da temporada passada, vencendo uma espécie de superfinal. Na Bolívia, Universitário de Sucre e Bolívar levantaram as taças, e na Venezuela, Zamora e Trujillanos. No Equador, onde há um só campeão, o título ficou com o Emelec, e no Peru, o campeão foi o Sporting Cristal. EFE bg/id

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