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BRASILEIRO 2022

River acaba com série invicta do Boca e vai em vantagem a La Bombonera

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Buenos Aires, 7 mai (EFE).- Graças a um gol de pênalti, o River Plate venceu nesta quinta-feira o Boca Juniors por 1 a 0, largou na frente na luta por uma vaga nas quartas de final da Taça Libertadores e ainda quebrou invencibilidade de cinco meses do maior rival, que havia ganho todos os jogos na competição. Em um Estádio Monumental de Núñez completamente lotado, o responsável por levar a torcida mandante - única, aliás - ao delírio foi o meia uruguaio Carlos Sánchez, aos 36 minutos do segundo tempo. A penalidade que definiu o placar nasceu de falta do lateral-direito Leandro Marín em Gonzalo Martínez. Nos minutos finais, os donos da casa ainda precisaram se segurar com um homem a menos, já que aos 43, o atacante Teo Gutiérrez acabou sendo expulso de maneira direta pelo árbitro argentino Germán Delfino, devido uma falta dura em Guillermo Burdisso. O comando do jogo, contudo, foi muito contestado por deixar em campo o zagueiro Ramiro Funes Mori, do River, que acertou uma solada no peito do meia Pablo Pérez, já na etapa complementar do clássico. Com a vitória, os 'Millonarios' poderão perder por um gol de diferença na volta, quinta-feira, no estádio La Bombonera, desde que balancem a rede uma vez. Ou seja, placar negativo de 2 a 1, 3 a 2 e assim por diante, servirá para o River, assim como qualquer empate e vitória. O Boca, que tinha vencido os seis jogos da primeira fase da Libertadores, perdeu o primeiro jogo oficial desde 7 de dezembro do ano passado, quando caiu diante do Gimnasia La Plata por 2 a 0, na última rodada do Campeonato Argentino. Desde então, o clube estava em série positiva de 15 vitórias e três empates. Na semana que vem, os 'Xeneizes' precisarão devolver o placar de hoje para levar o jogo para os pênaltis, ou então superar o rival por dois gols de diferença, para avançar de maneira direta e encarar o vencedor de uma das eliminatórias brasileiras, entre São Paulo e Cruzeiro. Para o confronto desta quinta-feira, os dois técnicos apresentaram surpresas nas escalações, com Marcelo Gallardo apostando em Sebastián Driussi para ser o meia mais avançando. O camisa 22 desbancou Leonardo Pisculichi e Gonzalo Martínez, que eram mais cotados para começarem jogando. Rodolfo Arruabarrena, por sua vez, mostrou confiança nos jogadores que fizeram gols no Superclássico do último domingo. O meia Pablo Pérez e o atacante Cristian Pavón, que saíram do banco para marcar no Argentino, tiveram como companheiro de última hora o uruguaio Nicolás Lodeiro, que venceu disputa com Federico Carrizo. Os minutos iniciais do confronto foram dentro do esperado, com mais divididas, trombadas e faltas do que grandes lances. O primeiro cartão amarelo, por exemplo, saiu antes que o primeiro chute a gol, para Cubas, do Boca, por uma falta em Ponzio. Aos 10 minutos, no entanto, o torcedor do River ficou se preparou para gritar gol, quando Teo Gutiérrez se aproveitou de uma trombada de Pérez e Gago, recuperou e bola e bateu para o meio da área. Mora conseguiu receber na esquerda e bateu, mas sem acertar a meta. Melhores em campo, os anfitriões tomaram conta do jogo, principalmente abusando nas jogadas pelas laterais. Aos 22, Sánchez tentou, em finalização de dentro da área, mas o chute explodiu em defensor rival. Quatro minutos depois, após lançamento de Ponzio, Gutiérrez testou, mas sem força, e Orión fez tranquila defesa. Aos poucos, o Boca conseguiu controlar mais o rival, reforçando a marcação. A equipe, ainda assim, não conseguia ameaçar e ainda levava alguns sustos, como aos 43, quando Gutiérrez acertou bom chute, que desviou na zaga e saiu, e no lance seguinte com Funes Mori, que emendou de primeira da entrada da área e quase fez golaço. Na segunda etapa, em um minuto, os visitantes fizeram mais do que em toda primeira. Primeiro Calleri recebeu em posição duvidosa, disparou e fuzilou Barovero, que fez ótima defesa. No lance seguinte, foi a vez de Colazo pegar rebote e finalizar por cima do gol. A resposta do River só veio aos 6 minutos, quando Sánchez recebeu livre para finalizar no lado direito da área, mas acabou chutando muito fraco, permitindo que Orión fizesse defesa tranquila. Pouco depois, o clima ficou tenso graças a uma entrada de Funes Mori em Pérez. Os atletas do Boca pediram cartão vermelho, mas o árbitro argentino Germán Delfino mostrou o amarelo. Pouco depois, em outro lance duro, desta vez de Maidana em Calleri, nem falta foi marcada, assim como em uma suposta agressão de Sánchez em Gago. O futebol só reapareceu no Monumental de Núñez, aos 24 minutos, sem grande brilho, mas em uma jogada de força do time 'xeneize' com Pavón acionando Pérez, que recebeu, ajeitou e bateu por cima do gol de Barovero. Pouco depois, aos 28, houve um pouco mais de requinte, quando Lodeiro se aproveitou de cochilo da defesa rival, disparou e ajeitou para o meio, procurando Marín, que acabou sendo travado pela defesa do River e não conseguiu finalizar. A bobeada crucial da partida foi protagonizada pelo experiente volante Fernando Gago, do Boca, que inverteu mal uma bola, permitiu contra-ataque, em que Martínez, que havia entrado pouco antes no lugar de Driussi, acabou derrubado por Marín. Sánchez foi para a cobrança, tocou no canto direito de Orión, que caiu no lado oposto e abriu o placar, provocando uma imensa explosão no Monumental de Núñez, com 36 minutos jogados no segundo tempo. Embalado pelo seu torcedor e empolgado com o gol, por pouco o River não ampliou aos 41, quando Gutiérrez recebeu complemente sozinho na área e fuzilou Orión, que conseguiu fazer boa defesa, impedindo que o prejuízo ficasse ainda maior. Pouco depois do lance, o atacante colombiano chegou atrasado em uma disputa de bola e atingiu Burdisso, que no primeiro tempo entrou no lugar de Cata Díaz. O árbitro do jogo decidiu expulsar o jogador do time da casa de maneira imediata. Ficha técnica. River Plate: Barovero; Mammana, Maidana, Funes Mori e Vangioni; Sánchez, Ponzio (Mayada), Kranevitter e Driussi (Martínez); Gutiérrez e Mora. Técnico Marcelo Gallardo. Boca Juniors: Orión; Marín, Torsiglieri, Cata Díaz (Burdisso) e Colazo; Cubas, Gago, Pérez e Lodeiro; Pavón (Carrizo) e Calleri (Osvaldo). Técnico: Rodolfo Arruabarrena. Árbitro: Germán Delfino (Argentina), auxiliado pelos compatriotas Ernesto Uziga e Gustavo Rossi. Gol: Sánchez (River Plate). Cartões amarelos: Vangioni, Funes Mori, Ponzio, Sánchez e Barovero (River Plate); Cubas (Boca Juniors). Cartão vermelho: Gutiérrez (River Plate). Estádio: Monumental de Núñez, em Buenos Aires (Argentina). EFE bg/rd

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