Rio-2016 passa constrangimento com mau cheiro de lagoa que atingiu evento-teste
Mais Esportes|Do R7
Um corte drástico no orçamento previsto para a limpeza da Lagoa de Jacarepaguá, ao lado do Parque Olímpico da Barra, na zona oeste do Rio, colaborou para o mais novo constrangimento dos organizadores dos Jogos do Rio-2016: o mau cheiro. Do total de R$ 673 milhões previstos inicialmente para obras de dragagem, estima-se que apenas 10% do valor será de fato investido. E o odor exalado pelas águas poluídas não passou despercebido por aqueles que foram à Arena do Futuro no fim de semana para o evento-teste de handebol.
Nesta segunda-feira, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) reconheceu que o problema veio da lagoa. "A entrada de frente fria, com ventos e a forte ressaca, provocou o revolvimento do sedimento de fundo da lagoa, que por consequência liberou gases lá acumulados".
A dragagem do complexo que reúne a Lagoa de Jacarepaguá, Camorim, Tijuca e Marapendi constava do dossiê de candidatura do Rio. O orçamento era de R$ 673 milhões. A previsão era de que o trabalho fosse concluído a tempo da Olimpíada.
Uma série de ações judiciais acabou atrasando o início das obras, que só foram autorizadas no fim do ano passado. Para piorar, com a grave crise econômica pela qual passa o Estado do Rio de Janeiro, o orçamento foi drasticamente reduzido. O Inea não informou valores, mas especialistas estimam que apenas 10% do que havia sido previsto está sendo investido no trabalho.










