Restaurante da Vila Olímpica terá toque especial para agradar até 22 mil pessoas
Mais Esportes|Do R7
Poucos lugares representam tanto a diversidade dos Jogos quanto o restaurante da Vila Olímpica, um imenso salão do tamanho de três campos de futebol que será frequentado por atletas, colaboradores e voluntários de 206 países. A partir do próximo dia 24, quando a vila abrirá oficialmente, 210 toneladas de alimentos deverão chegar todos os dias.
Toda essa comida se transformará em 400 tipos de pratos diferentes e irá alimentar pelo menos 22 mil pessoas. A previsão é de que 40 mil refeições sejam servidas todos os dias. No pico, o número deverá chegar a 65 mil.
O desafio dos organizadores é transformar esses números em refeições que agradem ao paladar e, mais do que isso, ofereçam total segurança aos atletas. Todos os alimentos são monitorados e certificados. Um exemplo é o cuidado com a procedência da carne, já que o eventual uso de hormônios poderia se refletir no exame antidoping dos atletas. "A gente tem uma preocupação e um controle muito grande com isso", afirmou Marcello Cordeiro, diretor de Alimentos e Bebidas do Rio-2016.
A empresa que fornece os alimentos é brasileira. A central de distribuição é certificada e tudo o que é destinado à Vila Olímpica fica em uma área restrita, vigiada por câmeras. Tudo o que é utilizado no transporte passa por um equipamento de raio X antes de entrar no caminhão. Depois, o veículo é lacrado e ganha um código de controle. O trajeto entre a central e a vila é monitorado por GPS e o caminhão deve passar por uma rota predeterminada.
Já na Vila Olímpica, cabe a uma equipe de até 2.500 pessoas divididas em três turnos transformar tudo em refeições. "Além dos fornecedores certificados, temos uma cozinha halal (que segue as tradições muçulmanas). A comida kosher (do judaísmo) é feita sob demanda", disse a nutricionista Flávia Albuquerque, gerente de Alimentos do Rio-2016.
Quase todos os alimentos são produzidos no Brasil. "Estamos importando um único produto, que é o kimchi (fermentado de acelga), que os asiáticos comem", disse Cordeiro. Assim, o restaurante da Vila Olímpica terá um "tempero brasileiro", na definição do diretor.












