Primeiro lutador banido do UFC aponta dificuldade para fazer dinheiro fora do evento e aconselha Toquinho
Para Renato Babalu, o mineiro deve tentar esquecer e seguir sua carreira o mais rápido possível
Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

Enquanto Rousimar ‘Toquinho’ finalizava o americano Mike Pierce na última quarta-feira (9), no UFC Barueri, no movimento mais polêmico da noite e que custou seu contrato com a organização, um espectador em especial sabia mais do que qualquer outro o tipo de sofrimento que o mineiro teria que encarar nas horas seguintes.
Em agosto de 2007, na edição 74 do UFC, o também brasileiro Renato ‘Babalu’ Sobral cometeu a mesma atitude do compatriota e, ao apertar por mais tempo do que o necessário o triângulo de mão aplicado em David Heath, foi cortado automaticamente do evento.
Aposentado do MMA, Babalu conversou com exclusividade com a reportagem do R7 e reconheceu que a vida fora do UFC existe, mas fica mais difícil a cada dia. Com um domínio amplo do mercado, resta atuar em organizações menores, mas sem a pretensão de ganhar tanto quanto no octógono.
— Acho que tem como viver fora do UFC, mas hoje em dia é ainda mais difícil. Mas, se você for lutar para fazer dinheiro e pensar em ficar rico, esquece. Vi aluta e achei que ele segurou demais, foi um erro, mas é difícil julgarem, ainda mais eu [risos]. Ali você não faz vôlei, é um esporte de contato.
Concordando que as imagens obrigaram o UFC a punir automaticamente o meio-médio (77 kg), Babalu, no entanto, se esquivou de opinar sobre qual seria a forma correta de advertir o atleta, mas relembrou seu caso e, anos depois, aprovou a decisão do evento em cortá-lo.
— A minha demissão foi justa. O esporte está cada vez mais profissional, e não fica bem passar aquilo na TV. Eu entendo onde o UFC quer levar o esporte, e com tanta criança assistindo, isso não pode acontecer para eles. Foi um pouco de falta de fair play do Toquinho, mas é difícil julgar de fora.
Competindo por seis anos em eventos menores desde seu corte, Babalu chegou a ser campeão do Strikeforce e sempre alternou participações nos maiores concorrentes do evento comandado por Dana White.
Além de procurar novas opções de trabalho e manter a tranquilidade para encarar a nova fase de sua vida, Babalu relembra outro fator importante para que ele continuasse a competir em alto rendimento, e o indica para o próprio Toquinho, que passou a ser crucificado após repetir o erro que cometeu em diversas competições.
— Se conselho fosse bom, se vendi. Mas acho que o principal é não ficar remoendo e sempre andar para frente. Sempre, mesmo. Tem que ser homem para aceitar ser punido e aprender com os erros. Ele pode fazer o que quiser, sempre, mas terá que arcar com isso.












