Preocupada com gramado, seleção tenta manter Dunga invicto em jogo com Japão
Mais Esportes|Do R7
Redação Central, 13 out (EFE).- A seleção brasileira tentará manter nesta terça-feira a invencibilidade sob o comando de Dunga, em amistoso contra o Japão, que acontecerá no Estádio Nacional de Cingapura, que apesar de moderno, foi alvo de críticas pela baixa qualidade do gramado. O palco do amistoso, que fica na zona urbana de Kallang, no sudeste do país, foi inaugurado em junho deste ano e teve custo total de US$ 1,87 bilhão (cerca de R$ 4,47 bilhões). Com capacidade para 55 mil pessoas, o estádio tem como maior problema o campo de jogo. Dunga avaliou negativamente as instalações. "Tem mais areia do que grama. Tem uma parte com grama sintética, pouca grama natural e muita areia. Vai ter um pouco na hora de controlar a bola, na hora de passar, de dar velocidade ao jogo", definiu o técnico, em entrevista coletiva. Esta será a primeira que a seleção brasileira principal jogará em Cingapura. Até hoje, apenas a equipe olímpica esteve no país, para partida visando os Jogos de Pequim, em 2008. No antigo Estádio Nacional e com Dunga no comando, vitória verde e amarela sobre os donos da casa por 3 a 0, com gols de Diego, Ronaldinho Gaúcho e Jô. Curiosamente, nenhum jogador que esteve naquela partida faz parte do grupo de jogadores convocados para o novo compromisso em Cingapura. Ramires, que entrou no decorrer do duelo de seis anos atrás, chegou a ser chamado, mas acabou cortado por causa de uma lesão. Para o jogo desta terça-feira, a seleção brasileira chega embalada pela categórica vitória sobre a rival Argentina por 2 a 0, em duelo disputado em Pequim. Com os dois gols de Diego Tardelli, os pentacampeões levaram a melhor pela terceira vez seguida no Superclássico das Américas. O resultado positivo foi o terceiro de Dunga desde seu retorno à seleção. Antes da 'Albiceleste', Colômbia e Equador já haviam caído diante do Brasil. Esta é a maior série de vitórias desde junho, quando o empate com o México em 0 a 0, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo encerrou sequência de 10 êxitos. O único problema para o técnico neste jogo é a provável ausência de David Luiz. O zagueiro do Paris Saint-Germain sentiu dores na coxa durante o duelo com os argentinos e acabou sendo substituído nos minutos finais por Gil. O corintiano, aliás, é favorito para ser titular ao lado de Miranda. Os demais 10 titulares deverão ser os mesmos da partida passada, com destaque para Jefferson, que defendeu cobrança de pênalti de Lionel Messi no sábado, Neymar e Diego Tardelli, que enfim conseguiu balançar as redes com a camisa da seleção após sete jogos. Kaká e Robinho, por outro lado, provavelmente seguirão como reservas. A seleção japonesa, por sua vez, usará o amistoso com o Brasil para se preparar visando a disputa da Copa da Ásia, que será disputada em janeiro. O técnico mexicano Javier Aguirre convocou o melhor que tinha à disposição, pensando na competição em que o país está no grupo D, ao lado de Iraque, Jordânia e Palestina. O grande destaque da convocação japonesa para o jogo com o Brasil é a volta do meia-atacante Shinji Kagawa, que está recuperado de lesão. Outro jogador que volta a estar disponível para Aguirre é o centroavante Mike Havenaar. Em 10 jogos disputados até hoje, e os pentacampeões mundiais nunca perderam, vencendo oito duelos e empatando dois. O último encontro aconteceu na Copa das Confederações, em 2013, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, e terminou com placar de 3 a 0. Prováveis escalações. Brasil: Jefferson; Danilo, Miranda, Gil (Juan) e Filipe Luis; Luiz Gustavo, Elias, Willian e Oscar; Neymar e Diego Tardelli. Técnico: Dunga. Japão: Nishikawa; Sakai, Morishige, Shiotani e Nagatomo; Shibasaki, Hosogai e Honda; Kagawa, Okazaki e Muto. Técnico: Javier Aguirre. Estádio: Estádio Nacional de Cingapura. EFE ass-ahg/bg











