Prass não vê liderança como obrigação e minimiza pressão por ouro olímpico
Mais Esportes|Do R7
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Candidato a líder e a capitão do time brasileiro que buscará o inédito ouro para o futebol masculino, o experiente goleiro Fernando Prass não vê a liderança da equipe como obrigação e minimizou nesta segunda-feira a pressão de conseguir o título olímpico em casa.
Prass, de 38 anos, foi um dos atletas com mais de 23 anos convocados pelo técnico Rogério Micale para a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Os outros serão o atacante Neymar e o meia Renato Augusto, que só se apresentará à seleção após jogo por seu clube na China, no dia 26.
"Muita gente fala que a pressão é enorme, mas se o Brasil fosse campeão dez vezes haveria pressão do mesmo jeito", afirmou Prass a jornalistas na Granja Comary, em Teresópolis, onde o Brasil iniciou a preparação para a Olimpíada, nesta segunda.
"Sem hipocrisia, não encaro como pressão mas uma grande oportunidade, não por causa de a Olimpíada ser no Brasil, mas pelo grupo que se montou", acrescentou.
Com passagens por vários clubes e titular do atual líder do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras, o goleiro vive pela primeira vez a experiência na seleção brasileira e admite que sua "situação é rara aos 38 anos".
Apesar de Neymar ter sido capitão da seleção principal sob o comando do técnico Dunga, Prass à candidato à braçadeira.
"O Micale me falou da liderança, experiência e da questão. Liderança para mim não é obrigação; ela vem naturalmente", declarou ele. "Às vezes a gente acha que o líder é quem fala mais, mas já tive líder em vestiário que para a opinião pública passava despercebido."
"A idade é muito relativa, às vezes um jovem de 20 e 21 anos tem uma grande experiência pela vivência e dificuldades que teve", disse ele.
O Brasil estreia na Olimpíada contra a África do Sul, em 4 de agosto, em Brasília, onde também faz seu segundo jogo, diante do Iraque, três dias depois. O encerramento da primeira fase será no dia 10, contra a Dinamarca, em Salvador.
(Por Rodrigo Viga Gaier)











