Portugal reforça sua fama como a "Califórnia" do surfe europeu
Mais Esportes|Do R7
Aitor Álvarez. Lisboa, 13 out (EFE).- Com a realização da penúltima prova do Circuito Mundial até o próximo dia 23, Portugal reforça sua fama como a "Califórnia europeia" do surfe, esporte que atrai todos os anos milhares de turistas britânicos, franceses, escandinavos, alemães e espanhóis ao litoral português. Peniche, uma pequena cidade a cerca de 100 quilômetros ao norte de Lisboa, receberá nesta semana a nata do surfe mundial, com especial destaque para Gabriel Medina, a jovem promessa que pode se tornar o primeiro campeão mundial do Brasil, além do multicampeão Kelly Slater e de veteranos como os australianos Mick Fanning e Joel Parkinson. Mas Peniche não é o único destino dos apreciadores do surfe oriundos de várias partes do planeta, já que o litoral português conta com outras praias mundialmente famosas, como Nazaré, onde o surfista havaiano Garrett McNamara 'dropou' uma onda de 30 metros em 2011. Outra localidade famosa é Cascais, um balneário situado a 25 quilômetros de Lisboa e onde fica a praia do Guincho, conhecida por suas fortes ondulações e por receber várias competições internacionais de surfe, como a Cascais Women's Pro (feminino) e o Billabong Pro masculino. Até o prefeito de Cascais, Carlos Carreiras, é um entusiasta e defensor da prática da modalidade, que considera "estratégica" para sua cidade. "Não somente pelo impacto turístico, mas também pela imagem que se transmite ao mundo, de beleza natural e destino sustentável", disse à Agência Efe o responsável municipal. Em Cascais, um destino já clássico entre os turistas estrangeiros, "há um mercado que vive graças ao surfe, o que também contribui para criar empregos, algo muito necessário em Portugal", acrescentou. Segundo cálculos da Associação Nacional de Surfistas de Portugal, os praticantes desse esporte representam uma contribuição importante para o setor turístico do país, com um valor estimado de cerca de 400 milhões de euros, principalmente fora da alta temporada, no verão. Nessa mesma linha se expressou o presidente da empresa governamental Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, que garantiu em declarações à Efe que seu país tem "as melhores ondas da Europa". E não se trata de mera propaganda turística, já que praias como as de Ericeira, uma pequena cidade a 50 quilômetros ao norte de Lisboa, foram premiadas pela prestigiada organização "Save The Waves" pela qualidade de suas ondas. "É importante fortalecer a associação entre Portugal e o surfe, porque assim também se relaciona com a natureza e a estética", opinou Cotrim de Figueiredo. Com seus mais de mil quilômetros de extensão e conhecido como a "Califórnia da Europa", por ser a meca do surfe no Velho Continente, Portugal atrai "tanto praticantes como não praticantes do esporte", assegurou o principal responsável do turismo no país. Apenas em Peniche, cerca de 135 mil pessoas passaram pela cidade durante a prova do Circuito Mundial em 2013. A maioria eram portugueses, mas cerca de 30% vieram do exterior, principalmente de Espanha, Alemanha, Reino Unido e França, segundo dados do estudo "Impacto do Rip Curl Pro Portugal 2013". Além disso, o evento gerou no ano passado 7,8 milhões de euros em receitas, uma quantidade similar à de 2012. Seja no inverno ou no verão, as ondas estão quase garantidas no litoral português, tanto que, no final de 2012, a Turismo de Portugal lançou uma surpreendente campanha que desafiava os intrépidos praticantes do esporte: se o mar estivesse muito 'flat' para a prática do surfe por três dias seguidos, seus custos com hospedagem e deslocamento seriam reembolsados. EFE aag-atc/rpr











