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BRASILEIRO 2022

Paulo Thiago volta ao Bope enquanto aguarda decisão do UFC e admite: “Posso ser cortado”

Lutador foi nocauteado no último sábado pelo americano Brandon Thatch no 1º assalto

Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

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Paulo Thiago deu os três tapinhas pela primeira vez na carreira
Paulo Thiago deu os três tapinhas pela primeira vez na carreira

O UFC Goiânia marcou o pior desempenho dos atletas brasileiros em eventos da organização em solo nacional. E, dentre as tragédias que assombraram o público presente, que presenciou cinco derrotas contra quatro vitórias dos donos da casa, o destaque fica por conta da chocante derrota de Paulo Thiago.

Competindo desde 2009 no octógono mais importante do MMA, o policial do Bope acabou nocauteado em pouco mais do que dois minutos em combate que parecia equilibrado até que uma certeira joelhada atingisse suas costelas.


Sem ar, o atleta de Brasília foi obrigado a dar os três tapinhas, em sinal de desistência, pela primeira vez durante uma competição profissional. E, não bastasse tal cenário, a soma de resultados ruins – são três derrotas nas quatro últimas lutas e seis em onze apresentações no evento – pode acarretar em uma demissão sumária do atleta, como ele mesmo revelou, meio a contragosto, à reportagem do R7.

— Estou voltando para Brasília, vou reassumir meu posto no Bope. Vou seguir treinando por lá enquanto aguardo uma resposta do UFC. Com certeza, posso ser cortado, existe a chance, mas aí é com o UFC.


Assim como a torcida que ficou assustada com a forma com que Paulo foi vencido, o próprio lutador demonstrou surpresa. Acostumado a duros castigos impostos nos treinos desde a época em que defendia a Constrictor Team, em Brasília, até os tempos atuais em que divide o tatame da X-Gym, no Rio de Janeiro, o ‘Caveira’ acusou o golpe, tanto na luta como alguns dias depois.

— Já analisei a luta, e só posso dizer que ele foi melhor mesmo. Encaixou um bom golpe que me paralisou na hora. Parabéns para ele. Nunca tinha sentido um golpe tão forte daqueles, nem em treino. Eu não respirava.


Enquanto aguarda a resposta oficial do evento, o policial do Bope analisa as possibilidades que, no melhor dos cenários, o colocam em posição de pleitear uma nova licença junto à corporação para se preparar para um novo desafio no Rio de Janeiro.

— Minha ideia é voltar a treinar no Rio. Ainda posso tirar uma licença de seis meses e uma de dois anos. Mas ainda é cedo para decidir e vou estudar as possibilidades.

As licenças a que se refere o atleta são referentes a uma bonificação da polícia militar que permite tais períodos – seis meses remunerados ou 24 meses sem salário - como bonificação após dez anos de serviço.

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